Papazoni aposta na pluralidade nordestina e lança projeto audiovisual “Papazoni na Roça”
Gravado em Cabaceiras do Paraguaçu, projeto audiovisual apresenta releituras, músicas autorais e reforça a conexão entre o pagode baiano e a cultura nordestina

A banda Papazoni lançou o projeto audiovisual “Papazoni na Roça”, uma aposta para o período junino que une referências do universo nordestino ao estilo já característico do grupo. O trabalho já está disponível nas plataformas digitais e no YouTube, trazendo elementos do interior, estética rural e influências musicais ligadas às festas tradicionais do Nordeste.
Gravado no Haras APraia, em Cabaceiras do Paraguaçu, o audiovisual propõe uma imersão no clima típico dos festejos juninos. A iniciativa também reforça a versatilidade da banda liderada por Felipe Gama ao dialogar com diferentes estilos musicais.
O projeto foi dividido em dois EPs. A primeira parte já foi disponibilizada ao público e reúne 10 faixas, entre canções autorais revisitadas e regravações. Entre os destaques está “Seis Cordas”, escolhida como música de trabalho e que ganhou repercussão nas redes sociais antes mesmo do lançamento oficial.
Além da faixa principal, o repertório inclui novas versões de músicas conhecidas do público, como “Laranjinha”, “Inquilina”, “Caso Indefinido”, “Infiel”, “Te Esperando” e “Passinho do Vaqueiro”.
Ao comentar sobre a proposta do projeto, o vocalista Felipe Gama destacou a intenção de preservar a identidade musical da banda durante a construção do trabalho.
“Existe um respeito muito grande pela cultura do forró e pela força que esse movimento tem dentro dos festejos juninos. O que a gente quis fazer foi viver essa atmosfera do nosso jeito, trazendo a identidade do Papazoni, do pagode baiano, mas dialogando com esse universo tão rico do interior, da roça, da música nordestina. É um projeto muito verdadeiro”, conta o vocalista Felipe Gama.
Para construir a atmosfera do audiovisual, o cantor passou algumas semanas acompanhando a rotina da fazenda onde ocorreram as gravações. A proposta foi absorver elementos da vivência local para aproximar a produção da identidade que o projeto pretendia transmitir.
“O Nordeste é plural musicalmente. O São João também abre espaço para encontros, misturas e novas linguagens. A gente acredita muito nessa conexão entre ritmos, sem perder nossa essência em nenhum momento”, completa.



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