Palmeiras vence, mas Abel dispara: “faltou seriedade” mesmo vencendo de 3 a 0
Técnico admite atuação abaixo do esperado e diz que equipe desperdiçou chance

O placar foi largo, mas a sensação não foi de missão cumprida. Após o 3 a 0 sobre o Jacuipense, Abel Ferreira fez questão de frear qualquer empolgação e apontou falhas na postura do Palmeiras dentro de campo. Para o treinador, o time deixou escapar a chance de praticamente garantir a classificação às oitavas da Copa do Brasil.
“Esses jogos são sempre muito intensos e difíceis. E quando não somos sérios e não respeitamos os nosso princípios, os nossos comportamentos podem complicar”, afirmou o comandante após o triunfo.
Vitória com gosto de pouco
Mesmo dominante, o Palmeiras saiu de campo com a impressão de que poderia ter feito muito mais. No Allianz Parque, Sosa (duas vezes) e Felipe Anderson garantiram o resultado, mas o volume ofensivo chamou ainda mais atenção.
Foram mais de 30 finalizações ao longo da partida, além de dois gols anulados — números que, na visão de Abel, reforçam o desperdício de oportunidades claras.
“Exagero em primor”
O técnico também avaliou que a equipe pecou pelo excesso de preciosismo em alguns momentos, o que acabou prejudicando a construção de um placar ainda mais confortável.
“Acho que hoje exageramos, em termos de primor. Mas tivemos outras armas, passe para dentro da área, combinações interiores. Infelizmente, hoje, estou lembrando de duas cabeçadas do Luighi, defesa do López. Criamos oportunidades suficiente para sair com um placar mais alargado”, analisou.
Situação encaminhada mas aberta
Com o resultado, o Palmeiras pode até perder por dois gols de diferença no jogo de volta, marcado para o dia 13, no Estádio do Café, em Londrina, que ainda assim avança de fase.
Arbitragem, bastidores e recados
Abel também comentou outros temas após a partida. Sobre a arbitragem, fez elogios ao trabalho do VAR e cobrou uniformidade nas decisões:
“Hoje, o VAR e o árbitro estiveram bem. Assim que deve ser, independentemente do clube tem que ser marcado. Não é pênalti, não é pênalti. Se dominou com mão e o VAR viu, então é pênalti. É isso que o Palmeiras quer. Critério e igualdade para todos. O que temos visto é que não é isso tem acontecido em todos os estádios. É isso que pedimos e exigimos. Se não, a verdade desportiva passa a ser alterada. E se isso acontecer as coisas não funcionam direito”.
Preocupação com Vitor Roque
O treinador ainda falou sobre a situação física de Vitor Roque, que saiu abatido:
“Não sei, vamos ver. Sabemos que o futebol é assim. No ano passado, em uma altura decisiva, ficamos com dois jogadores importantíssimos fora. E faz parte do jogo”.
Abel também destacou o momento do atacante e o cuidado do clube com sua recuperação:
“Vitor Roque é um moleque especial em várias áreas. Foi um jogador que teve experiência fora do Brasil que foi marcante negativamente, voltou, teve altos e baixos aqui. Passou por críticas dos torcedores, imprensa. E nós, internamente fomos capazes de acolhê-lo, ajudá-lo. Porque é um moleque”.
“Conseguiu recuperar a confiança, voltar a jogar bem, foi chamado à seleção. E a vida dele tem sido muitos boas e más de repente. Em termos emocionais isso afeta. Já disse que foi um jogador que não estava 100% para jogar a final do Paulista. Foi eleito o melhor jogador em campo. A partir daí, em função das dores que sentia, eu e o clube não forçamentos jogadores a jogar se não estiver preparados tecnicamente, taticamente, fisicamente e mentalmente. Iriamos dar o jogo de hoje para ganhar confiança. Sinceramente, não consigo dizer concretamente o que ele tem, mas pela linguagem corporal dele, estava muito triste”.
Mercado, punição e planejamento
Sobre um possível interesse em Alexander Barboza, Abel desconversou:
“Não faço a mínima ideia do que você está falando. Muitos falam a verdade, outros mentiras, outros estão ligados e são assalariados por clube. Em relação a essa pergunta específica eu não tenho nada a dizer”.
Já ao comentar a punição do STJD, foi direto:
“Não preciso explicar. Vocês que têm que ver as imagens. Está muito claro para quem quiser ver. Parece que no futebol brasileiro pode ser tudo, menos Abel”.
Por fim, reforçou a postura do clube diante do calendário e das competições:
“Calendário brasileiro não permite pensar assim. Quando chegar esse jogo, vamos encará-lo como encaramos todos. Não posso dizer o que vai acontecer até lá. Ainda há muito jogo”.
“Embora dirigentes já tenham dito que o Palmeiras tem que escolher competições para jogar e abdicar outras, desde que sou treinador do Palmeiras, ganhamos umas, perdemos outras,, mas não abdicamos e nem vamos abdicar em nenhuma, e a Copa do Brasil é um dos objetivos do Palmeiras e meu também”.



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