Pacientes renais terão novo modelo de atendimento especializado pelo SUS

Nova estratégia reúne consultas, exames e procedimentos em pacotes integrados e também reforça preparação para hemodiálise e transplante renal

Brasil
Pacientes renais terão novo modelo de atendimento especializado pelo SUS
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou mudanças na assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) às pessoas com doença renal crônica. A nova estratégia amplia e qualifica o atendimento especializado, com foco no diagnóstico, acompanhamento contínuo e prevenção do agravamento da doença.

A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas e estabelece uma nova organização do cuidado. Consultas, exames e procedimentos passam a ser reunidos em conjuntos integrados, com valores que podem ser até 360% superiores aos pagos anteriormente.

Um dos exemplos apresentados pela pasta é a preparação de pacientes para a hemodiálise. Nesse caso, o valor destinado ao atendimento passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

Como funcionam os novos cuidados

A reorganização ocorre por meio das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). O modelo concentra, em um mesmo pacote assistencial, diferentes serviços necessários ao paciente, levando em consideração o estágio da doença renal e as necessidades de cada caso.

As OCIs podem incluir consultas com especialistas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento realizado por equipes multiprofissionais e outros procedimentos relacionados ao tratamento.

“A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva”, destacou o ministério.

Tratamento da anemia também é atualizado

Outra mudança anunciada envolve pacientes que apresentam anemia associada à doença renal crônica. O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico para esses casos.

Com a atualização, novas alternativas terapêuticas passam a integrar o SUS, entre elas a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica.

Transplante renal entra na linha de cuidado

O transplante renal também faz parte da estratégia de assistência aos pacientes com doença renal crônica. A partir das OCIs, o acompanhamento especializado poderá contribuir para identificar e encaminhar pessoas que tenham indicação para avaliação de transplante antes mesmo da necessidade de iniciar a diálise.

As normas do Sistema Nacional de Transplantes estabelecem que pacientes em estágio avançado da doença renal crônica, mesmo aqueles que ainda não realizam diálise, devem receber orientações sobre a possibilidade de transplante e ter acesso à avaliação especializada.

“Dessa forma, o cuidado antes da diálise também contribui para preparar e encaminhar os pacientes que possam ter indicação para transplante”, reforçou o ministério.

A expectativa da pasta é que a reorganização permita reduzir intervalos entre as etapas do atendimento, ampliar o acompanhamento dos pacientes e oferecer assistência especializada no momento adequado.

Comentários:

Ao enviar esse comentário você concorda com nossa Política de Privacidade.

Logo Sou da Bahia
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.