Oruam repassa ordem de Marcinho VP para “fechar a política” do CV, aponta investigação

O rapper Oruam teria repassado à mãe, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, uma ordem atribuída ao pai, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, para “fechar a política”. A informação foi identificada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) durante uma investigação sobre a movimentação financeira do Comando Vermelho (CV).
A mensagem foi encontrada no celular de Márcia por investigadores da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). O conteúdo teria sido enviado em março de 2025, após Oruam visitar o pai no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde Marcinho VP está preso há cerca de 26 anos.
De acordo com a investigação, a orientação atribuída ao traficante pode indicar que ele continua exercendo influência sobre atividades políticas em territórios dominados pelo Comando Vermelho, mesmo estando encarcerado. A polícia, no entanto, ainda não esclareceu o significado exato da expressão “fechar a política”.
O relatório policial também não identifica quais políticos, partidos ou campanhas eleitorais estariam envolvidos na suposta interferência. A apuração busca esclarecer se Marcinho VP mantém participação ativa na administração de interesses da organização criminosa.
Mãe de Oruam é presa em operação da Polícia Federal
Márcia Nepomuceno foi presa durante uma operação da Polícia Federal (PF) contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. Além dela, Lucas Santos Nepomuceno, irmão de Oruam, e outras 17 pessoas também foram detidas.
Segundo a investigação, os suspeitos estariam envolvidos em uma estrutura criminosa responsável por impor o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. O esquema utilizaria ameaças e armas para impedir a atuação de empresas concorrentes.
A Polícia Federal aponta que os recursos arrecadados com o chamado “internet do tráfico” chegavam à família de Marcinho VP por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem.
Ainda conforme a apuração, os valores eram ocultados por meio de produtoras de eventos, empresas de publicidade e aquisição de imóveis de alto padrão, com movimentações realizadas em dinheiro vivo e criptoativos.



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