Oposição de Salvador pressiona por investigação especial após escândalo envolvendo vereador e secretário
Vereadora quer que Legislativo instale Comissão Especial para apurar caso

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) defendeu, nesta terça-feira (14), a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Salvador para apurar as irregularidades apontadas por operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) apura suspeitas de fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos do município.
A parlamentar cobrou um posicionamento público mais detalhado por parte do prefeito Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto sobre o caso, argumentando que a gestão municipal deve esclarecimentos detalhados à população e ao Legislativo.
Detalhes da Operação e Afastamentos
Deflagrada na segunda-feira (13), a operação do Gaeco cumpriu 20 mandados de busca e apreensão. Por determinação judicial, foram aplicadas as seguintes medidas:
- Afastamento de cargo público: O secretário municipal de Manutenção da Cidade (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), Luciano Sandes.
- Suspensão de mandato: O vereador George Gordinho da Favela teve o exercício de suas funções parlamentares suspenso.
- Bloqueio de bens: A Justiça determinou o congelamento de mais de R$ 38 milhões em bens dos envolvidos.
Até o momento, a prefeitura de Salvador informou, por meio de nota oficial, a substituição de Luciano Sandes por Cláudia Cavalcanti no comando das pastas.
Fiscalização de Contratos e Recursos Públicos
A vereadora Aladilce Souza destacou que a investigação envolve contratos que somam mais de R$ 300 milhões em repasses municipais.
Ela relembrou que, em maio deste ano, já havia protocolado um ofício junto à Seman e à Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) solicitando informações sobre contratos firmados com quatro construtoras (Jotagê Engenharia, Roble Serviços, Construtora BSM e Metro Engenharia), que totalizavam R$ 293 milhões.
A parlamentar questionou a eficácia dos investimentos em manutenção urbana diante dos alagamentos registrados na cidade no início do ano e reforçou a necessidade de transparência total na apuração dos recursos destinados às obras preventivas.



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