Operação no Rio prende primeira-dama do CV da Bahia
Ação integrada alcança lideranças escondidas no Vidigal e captura operadora financeira ligada ao tráfico

Uma operação conjunta das forças de segurança da Bahia e do Rio de Janeiro foi deflagrada nesta segunda-feira (20) com foco em lideranças de uma organização criminosa do sul baiano que estavam escondidas na comunidade do Vidigal, na capital fluminense.
Batizada de “Operação Duas Rosas II”, a ação reuniu o Ministério Público da Bahia (MPBA), a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e as Polícias Civis dos dois estados.
Operadora do dinheiro do crime é presa
Durante a ofensiva, uma das principais responsáveis pela movimentação financeira da facção foi localizada e presa. Núbia Santos Oliveira é apontada como operadora do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo ligado ao Comando Vermelho.
Ela também é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, identificado como uma das lideranças da organização ao lado de Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dada”.
A investigada é suspeita de atuar em esquemas de lavagem de dinheiro e já possuía dois mandados de prisão em aberto, relacionados a tráfico de drogas e homicídio.
Além dela, um homem foi preso em flagrante durante a ação. Ele estava armado com um fuzil. Na operação, também houve apreensão de drogas.
Alvos seguem comandando crimes à distância
A operação é resultado de um trabalho contínuo de investigação e monitoramento realizado de forma integrada entre os órgãos de segurança da Bahia e do Rio.
O foco principal é localizar e capturar 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024, e que desde então estariam escondidos no Rio de Janeiro sob proteção do Comando Vermelho.
Segundo as investigações, mesmo foragidos, esses criminosos seguem atuando ativamente no comando da facção, organizando ações e mantendo conexões com o tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
Busca continua até capturar todos
As autoridades indicam que o trabalho não termina com as prisões realizadas nesta fase. O monitoramento segue em andamento, com o objetivo de localizar todos os fugitivos e desarticular completamente a estrutura criminosa.
A operação faz parte de um esforço permanente das forças de segurança para enfraquecer o poder das facções que atuam entre estados e continuam operando mesmo à distância.



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