“O Pix foi feito para melhorar a vida do povo”, afirma Jaques Wagner ao criticar Flávio Bolsonaro
Senador e pré-candidato à reeleição discursou durante plenária do PGP em Itaberaba, neste sábado (6)

O senador Jaques Wagner (PT-BA) fez uma defesa enfática do Pix e desferiu duras críticas à oposição ao presidente Lula (PT), durante discurso na plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, neste sábado (6) em Itaberaba.
Vestindo uma camisa com a estampa “o Pix é do Brasil”, o líder do governo no Senado celebrou a marca histórica alcançada pela ferramenta de pagamentos instantâneos, que movimentou cerca de R$ 30 trilhões no último ano.
Wagner centralizou seus ataques no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, acusando-o de atuar nos bastidores internacionais para sabotar os avanços tecnológicos e a estabilidade da economia brasileira em benefício de conglomerados financeiros estrangeiros.
“O Pix não foi feito para dar um tombo nos cartões de crédito ou débito, e sim para melhorar a vida do povo. Mas vai lá um senador da República para os Estados Unidos se humilhar e pedir para derrubar a economia brasileira em prol de empresários americanos. Eles não gostam de ver um presidente como Lula e o nosso povo ocupando essa posição. Eles acreditam que, ao prejudicar a economia e a população, terão vantagem nas eleições, mas o povo não é besta”, discursou Jaques Wagner, ao rebater o lobby protecionista internacional e tachar a articulação da oposição de “cabeça miúda”.
O parlamentar baiano classificou a conduta do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma traição institucional, associando as recentes agendas do oposicionista nos Estados Unidos a uma tentativa deliberada de frear o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional por meros interesses eleitorais.
Jaques Wagner argumentou que a oposição demonstra um claro incômodo com as projeções macroeconômicas que sinalizam o retorno iminente do Brasil ao grupo das dez maiores economias do mundo.
Para o petista, a estratégia do bloco conservador baseia-se na premissa de que o estrangulamento da atividade produtiva e o consequente desgaste social facilitariam o retorno da direita ao Palácio do Planalto no pleito presidencial que se avizinha.
Além dos debates econômicos na Chapada Diamantina, a agenda de Wagner em Itaberaba contemplou uma imersão junto aos movimentos juvenis locais em um ato focado na preservação da memória política e na defesa das instituições.
Durante um encontro preparatório realizado na noite de sexta-feira (5), o senador relembrou o impacto histórico do golpe civil-militar de 1964, detalhando o período de supressão das liberdades individuais e de cassação dos direitos de voto direto para cargos do Poder Executivo.
O líder governista convocou a juventude baiana a ocupar espaços de liderança partidária e comunitária, alertando que a consolidação democrática exige vigilância permanente contra discursos autoritários que flertam com o retrocesso institucional no país.
“A liberdade que temos hoje foi construída com sangue, suor e lágrimas. Muitos jovens perderam a vida por essa causa. Não pensem que as pessoas que querem implantar um regime autoritário estão dormindo. Nós precisamos da juventude brasileira, da juventude baiana, para garantir que a democracia nunca mais seja arrancada do nosso país. A melhor coisa que existe é o espaço democrático. É a liberdade de expressar nossa opinião, professar nossa religião e torcer pelo nosso time sem que ninguém mande na gente”, concluiu o senador.



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