Neto rejeita rótulo de direita e fala sobre posição política
Pré-candidato diz que população está cansada após 20 anos de gestão petista na Bahi

O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), evitou se enquadrar como um político de direita e rebateu críticas sobre alianças com setores mais conservadores.
Em entrevista a Baiana FM, nesta terça-feira (14), o político afirmou que não se identifica com rótulos ideológicos e defendeu que o foco deve estar nos resultados apresentados à população.
“Não gosto desses rótulos”
Ao comentar o tema, ACM Neto destacou sua trajetória à frente da capital baiana e afirmou que sua gestão foi marcada por avanços em áreas sociais.
“Primeiro, eu nunca gostei desses rótulos, até porque eu acho que o que interessa para a população é o resultado do trabalho das pessoas. Eu fui prefeito de Salvador e eu acho que na história da cidade nunca houve uma administração que realizasse tantos projetos sociais como nós fizemos, que evoluísse tanto na educação, na saúde, na rede de proteção social. Veio a pandemia, nós demos um exemplo para o Brasil de um cuidado com a vida das pessoas”, declarou.
Ele também relembrou a atuação durante a pandemia, afirmando que sua gestão serviu de exemplo no cuidado com a população.
Críticas ao grupo do PT
Mesmo evitando classificações ideológicas, o ex-prefeito deixou claro o posicionamento político ao falar sobre a disputa no estado. Segundo ele, há um projeto para enfrentar o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Então eu não gosto muito desses rótulos. Agora, para mim, fica muito claro que nós temos aqui um projeto político para a Bahia. Um projeto político que vai se contrapor ao outro, que está aí há 20 anos no poder. Que cansou as pessoas, que frustrou as pessoas. Pessoas que vieram recheadas de expectativas e promessas e que, no entanto, não veem entregando o que a população espera”, afirmou.
Como ele se define
Apesar de rejeitar rótulos mais rígidos, ACM Neto indicou onde se posiciona no espectro político. Ele afirmou que se vê como um nome de centro, com inclinação à direita.
“Se eu tivesse que me identificar, me coloco no centro, caminhando um pouco para a direita, nesse campo de centro-direita”, explicou.
Temas e posicionamentos
Ao citar exemplos práticos, o pré-candidato apontou posições pessoais em pautas sensíveis, como ser contra o aborto e favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Para ele, o debate político atual tem sido prejudicado pela polarização, especialmente nas redes sociais.
“Eu não suporto quando vejo o debate radicalizado”, completou.



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