“Não conseguimos sair de casa”: Nestor faz forte desabafo após vexame do Bahia na Copa do Brasil
Meia do Bahia admitiu medo de andar nas ruas de Salvador após eliminação para o Remo no Mangueirão

O meia Rodrigo Nestor fez um forte desabafo após a eliminação do Esporte Clube Bahia na 5ª fase da Copa do Brasil. Depois da derrota por 2 a 1 para o Remo, na noite desta quarta-feira (13), no Mangueirão, em Belém, o camisa 11 revelou que os jogadores vivem dias difíceis até fora de campo.
Abalado com o resultado, Nestor classificou a eliminação como um “prejuízo gigante” e admitiu que o elenco tem convivido com medo e pressão após a sequência negativa da equipe na temporada.
“Andar nas ruas com medo”, diz meia do Bahia
Durante entrevista ao Premiere, o jogador afirmou que o momento vivido pelo grupo tem afetado até a rotina pessoal dos atletas em Salvador.
“A gente vem de semanas difíceis para caramba. De não poder sair de casa, de andar nas ruas com medo, e isso é muito ruim”, declarou.
Nestor também reconheceu o tamanho da frustração da torcida e disse que o elenco sente o peso do momento atravessado pelo clube.
“Este grupo e esta torcida não mereciam isso. É um prejuízo gigante; se sair da Libertadores foi ruim, este é ainda maior. O que nos resta é levantar a cabeça, porque quem pode tirar o Bahia desta dificuldade toda somos nós, os jogadores. Agora precisamos tirar forças de onde não temos, pois a situação está sendo muito pesada para nós”, completou.
Eliminação amplia crise no Bahia
Dentro de campo, o Bahia voltou a ser derrotado pelo Remo e se despediu da Copa do Brasil com o placar agregado de 5 a 2 para o clube paraense.
A queda aumenta a pressão sobre o elenco e também sobre o técnico Rogério Ceni, que anteriormente já havia reclamado da sequência intensa de jogos enfrentada pela equipe no início da temporada.
Agora, sem Copa do Brasil e fora da Libertadores, o Tricolor terá apenas o Campeonato Brasileiro até o fim do ano.
Ceni aponta prejuízo além da questão financeira
Após a eliminação, Rogério Ceni afirmou que o impacto da queda não se limita aos cofres do clube. Segundo o treinador, a ausência de jogos também prejudica o ritmo competitivo dos jogadores ao longo da temporada.
O Bahia atravessa um dos momentos mais pressionados do ano, acumulando eliminações e convivendo com forte cobrança da torcida tricolor.



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