Mulher Keu do BDM presa em operação é suspeita de repassar ordens de traficante preso para integrantes da facção

Polícia
Mulher Keu do BDM presa em operação é suspeita de repassar ordens de traficante preso para integrantes da facção

Uma mulher apontada pela polícia como uma das principais articuladoras de uma liderança do Bonde do Maluco (BDM) foi presa nesta quinta-feira (20), durante a Operação Véu de Areia, no bairro do Arenoso, em Salvador.

Renata Rodrigues de Souza é esposa de Cleber Santos da Silva, conhecido como “Keu”, apontado como uma das lideranças da facção criminosa e responsável pelo tráfico de drogas no Arenoso e em áreas do Recôncavo Baiano. Ele está preso há cerca de três anos.

Segundo as investigações, mesmo encarcerado, “Keu” continuava dando ordens para integrantes da organização que permaneciam nas ruas. Renata seria responsável por fazer essa comunicação entre o traficante e os criminosos em liberdade.

De acordo com informações policiais, a mulher visitava o companheiro no sistema prisional e, após os encontros, levava para fora da cadeia orientações que teriam sido determinadas por ele. Dessa forma, ela teria se tornado um dos principais canais de comunicação do líder com a estrutura do grupo nas ruas.

Além de repassar as ordens, Renata também é investigada por participação na movimentação financeira da organização. As apurações apontam que ela teria ajudado a controlar transações e recursos relacionados às atividades criminosas.

A prisão ocorreu durante a Operação Véu de Areia, que investiga a estrutura financeira do BDM e suspeitas de lavagem de dinheiro. Ao todo, 12 pessoas foram presas e 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 49,6 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Na Bahia, foram realizadas nove prisões, sendo oito em Salvador e uma em Cruz das Almas. A operação também cumpriu mandados em São Paulo.

Em Salvador, os agentes estiveram em áreas como Arenoso, Fazenda Grande do Retiro e Cabula VI. A investigação busca identificar e interromper o fluxo de dinheiro utilizado para sustentar a estrutura da organização criminosa.

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