MST ocupa Alba em ato histórico e relembra massacre de Eldorado dos Carajás
Manifestação em Salvador encerrou marcha de mais de 120 km e reuniu lideranças políticas e sociais.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou, nesta sexta-feira (17), um ato político na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em memória aos 30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, que deixou 21 trabalhadores rurais mortos em 1996, no Pará.
A mobilização reuniu cerca de dois mil participantes, que ocuparam o espaço com cantos, ritos e uma intervenção simbólica com caixões representando as vítimas. A data marca o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
O ato também encerrou a Marcha Estadual pela Reforma Agrária na Bahia, iniciada em Feira de Santana no dia 8 de abril, com percurso de mais de 120 quilômetros até Salvador.
Diversas autoridades e lideranças políticas participaram do evento. Em discurso, o presidente do PT Bahia, Tássio Brito, destacou a trajetória do movimento. “Eles queriam carimbar na testa que esse povo jamais poderia ousar ter seu próprio pedaço de terra, sua própria vida nas mãos, porque querem sempre ver o povo subordinado. Eles enfrentam a gente porque querem voltar a um passado onde nos escravizaram e todas as riquezas do Brasil pertenciam a eles, das terras aos funerais. O MST nasce pra dizer que a terra e as riquezas do nosso país são para o povo”.
“E isso eles não toleram”, continuou. “As organizações de esquerda e o MST vão ainda mais longe, pois têm a coragem e a ousadia de eleger um metalúrgico para a presidência da república que é, sem dúvidas, a maior liderança política da história do Brasil: Luiz Inácio Lula da Silva”.
O MST reúne mais de 400 mil famílias assentadas no país. Na Bahia, o movimento está presente em cerca de 150 assentamentos, com mais de 18 mil famílias.



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