MP-BA espera que nova diretoria da Bamor expulse integrantes presos por suspeita de crimes

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) espera que a nova diretoria da Bamor adote medidas para afastar e banir da torcida organizada os integrantes presos durante uma operação que investiga crimes cometidos dentro da sede da entidade, em Salvador.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (28) pela promotora de Justiça Telma Leal. Segundo ela, os investigados presos teriam participado, em diferentes níveis, dos atos de violência relatados pelas vítimas.
A operação resultou na prisão de nove pessoas e teve como alvos integrantes da presidência e da diretoria da Bamor. As investigações apuram suspeitas de tortura, roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa. Um policial militar também está entre os investigados.
De acordo com o MP-BA, duas pessoas teriam sido submetidas a agressões físicas e psicológicas dentro da sede da torcida, em julho deste ano. Os relatos apontam que as vítimas teriam sido ameaçadas e pressionadas a confessar supostas irregularidades. A investigação cita ainda episódios de sufocamento e afogamento, além do uso de objetos como tacos de beisebol, martelo e faca.
Telma Leal destacou que as prisões preventivas foram determinadas contra pessoas ligadas à Bamor, e não contra a associação enquanto pessoa jurídica. A sede da torcida foi fechada por ter sido apontada nas investigações como o local onde os crimes teriam ocorrido.
O Ministério Público também prepara um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deverá estabelecer mecanismos para que a própria torcida possa aplicar punições a integrantes envolvidos em práticas criminosas.
A expectativa do órgão é que a nova gestão promova mudanças internas e impeça o retorno dos investigados à associação. Segundo a promotora, a intenção é que a Bamor passe por uma nova fase, com medidas voltadas à pacificação da torcida.



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