Michelle esconde rosto de Bolsonaro em vídeo após veto da Justiça Eleitoral
Candidata ao Senado criticou decisão que suspendeu propaganda eleitoral com imagens do ex-presidente

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) reagiu à decisão da Justiça Eleitoral que suspendeu uma propaganda de sua campanha com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (21), Michelle apareceu ao lado de uma foto do marido e cobriu o rosto dele com a mão. Na gravação, ela afirmou ter sido impedida de utilizar a imagem de Bolsonaro durante a campanha.
“Eu fui proibida de mostrar a imagem do meu marido na minha propaganda eleitoral”, declarou.
Michelle critica decisão
Durante o vídeo, a candidata afirmou que a determinação não mudaria a história do casal.
“Como mulher, dói ser obrigada a esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”, afirmou.
Michelle também disse que Bolsonaro está “preso, isolado e com a voz silenciada”. Segundo ela, o ex-presidente “governou para o povo, enfrentou poderosos e, por isso, está sendo injustamente perseguido”.
As declarações correspondem à manifestação da candidata sobre a decisão judicial.
O que decidiu a Justiça Eleitoral?
A reação de Michelle ocorreu quatro dias após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinar a suspensão de uma propaganda eleitoral de sua campanha.
A decisão, tomada em 17 de setembro, determinou a retirada de uma peça que utilizava imagens de Michelle ao lado de Jair Bolsonaro e apresentava uma declaração atribuída ao ex-presidente. O caso chegou à Justiça Eleitoral após uma ação apresentada pela candidata ao Senado Erika Kokay (PT).
Segundo a decisão divulgada sobre o caso, a determinação está relacionada a uma medida do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu a divulgação de manifestações político-eleitorais envolvendo Bolsonaro, inclusive por terceiros, durante o período definido na decisão.
Condenação de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Em março de 2026, Moraes concedeu ao ex-presidente prisão domiciliar humanitária, inicialmente pelo prazo de 90 dias, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Em julho, o ministro manteve a prisão domiciliar humanitária, considerando a evolução do quadro clínico e a ausência de falta grave.



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