Médica é presa na Bahia por suspeita de envolvimento em esquema de diplomas falsos
Investigação da Polícia Federal aponta que grupo produzia e vendia documentos acadêmicos fraudulentos

Uma médica que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, foi presa pela Polícia Federal durante uma operação que apura um suposto esquema de produção e comercialização de diplomas falsos de medicina.
A suspeita foi identificada como Aline Candice Calor Magalhães. Segundo as investigações, ela teria participação no grupo criminoso.
A prisão preventiva foi cumprida na quarta-feira (12), durante a deflagração da operação, conforme informações do G1. Formada em São Paulo, Aline posteriormente se mudou para a Bahia, onde passou a trabalhar como médica.
Além dos diplomas de medicina, a organização investigada também teria negociado outros documentos acadêmicos falsificados. Os materiais poderiam ser utilizados para permitir o ingresso ou facilitar a transferência de estudantes para cursos de medicina.
Operação cumpre mandados na Bahia e em Minas Gerais
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão e quatro de busca e apreensão durante a ação.
As medidas foram realizadas em quatro municípios: Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, na Bahia, e Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.
Até o momento, a defesa de Aline Candice Calor Magalhães não havia sido localizada para se manifestar sobre o caso.
Investigação começou após diploma ser considerado falso
As investigações tiveram início em 2023, depois que o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificou indícios de falsificação em um diploma apresentado durante uma solicitação de registro profissional.
Na época, uma mulher de 33 anos, que trabalhava como médica em Cacique Doble, no Rio Grande do Sul, apresentou um documento que apontava uma suposta graduação em medicina pelo Centro Universitário Funorte, localizado em Montes Claros.
A irregularidade foi descoberta durante a análise da documentação apresentada ao conselho.
PF identificou possível esquema de venda de documentos
Após a identificação do diploma suspeito, o caso foi encaminhado à Polícia Federal, dando início a uma investigação mais ampla.
Com o avanço das apurações, os agentes encontraram indícios de que existia um grupo dedicado à produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.
A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes da organização, entender como o esquema funcionava e localizar pessoas que possam ter comprado ou utilizado os documentos fraudulentos.



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