Marta Rodrigues cobra medidas urgentes após violência contra adolescente na Estação da Lapa

Parlamentar afirma que apenas câmeras de monitoramento não são suficientes e defende medidas efetivas de prevenção e segurança para mulheres e adolescentes

Política
Marta Rodrigues cobra medidas urgentes após violência contra adolescente na Estação da Lapa

A vereadora Marta Rodrigues voltou a cobrar ações urgentes de proteção às mulheres no transporte público de Salvador após o caso de violência sofrido por uma adolescente de 15 anos dentro da Estação da Lapa, na última terça-feira (26). O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

Autora da Lei nº 9.835/2025, que prevê a criação de vagões exclusivos para mulheres no metrô, a parlamentar afirmou que o episódio evidencia a insegurança enfrentada diariamente por mulheres e meninas na capital baiana.

“O que aconteceu é inadmissível e exige respostas contundentes do poder público e das estruturas de segurança”, declarou Marta Rodrigues nesta quarta-feira (27).

Segundo a vereadora, a violência registrada no principal terminal urbano da cidade não pode ser tratada como um caso isolado. “Uma menina voltando da escola pra casa teve sua trajetória interrompida pela violência dentro do principal terminal urbano da cidade, que deveria representar circulação, segurança e proteção para o povo. É impossível tratar como mais um caso isolado. O que aconteceu escancara o medo cotidiano que mulheres enfrentam ao utilizar o transporte público em Salvador”, afirmou.

Marta Rodrigues destacou ainda que o aumento da violência contra mulheres exige mais do que campanhas institucionais e discursos públicos. Para ela, é necessário implementar ações concretas de prevenção e proteção nos sistemas de transporte coletivo.

“O papel das leis é fundamental. É urgente implementar mecanismos reais de prevenção, resposta rápida e proteção dentro das estações, terminais e ônibus da cidade”, declarou.

A parlamentar também criticou a falta de efetividade dos mecanismos atuais de monitoramento. “As mulheres querem sobreviver ao trajeto até em casa ou trabalho e não somente ver ação depois da violência consumada. A jovem foi puxada à força para o sanitário masculino e mesmo com milhares de câmeras no terminal, nenhuma impediu a ação dos três homens”, comentou.

Ela ainda questionou a rotina de insegurança enfrentada por mulheres na cidade. “Quantas mulheres vivem diariamente trajetos marcados pelo medo, pela insegurança e pelo silêncio? Quantas deixam de denunciar por receio, vergonha ou sensação de impunidade? Quando uma menina sofre uma violência dessa gravidade dentro de uma estação movimentada da cidade, toda a sociedade precisa se sentir atingida. Não podemos normalizar a barbárie”, acrescentou.

A vereadora afirmou que acompanhará o andamento das investigações e cobrará punição rigorosa para os envolvidos, além da adoção imediata de medidas preventivas no transporte público de Salvador.

“Minha total solidariedade à adolescente e à sua família neste momento tão difícil. Nenhuma menina deveria sair da escola e encontrar violência no caminho de volta para casa. Salvador precisa reagir com firmeza diante de crimes como esse. Não podemos permitir que o medo passe a fazer parte da rotina de mulheres e estudantes da nossa cidade”, concluiu.

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