Mansur defende candidatura própria do PSOL na Bahia mesmo com apoio a Lula
A declaração foi dada após sabatina promovida pelo Jornal A Tarde nesta quarta-feira (19)

Candidato ao governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur afirmou que o apoio da federação formada por PSOL e Rede à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não impede a legenda de lançar uma candidatura própria ao governo estadual. Após ser sabatinado pelo Jornal A Tarde nesta quarta-feira (19), o candidato destacou que a estratégia já foi adotada pelo partido em eleições anteriores.
“Desde 2006, nós lançamos candidaturas próprias na Bahia. Em 2022, nós lançamos também a candidatura própria, Kleber Rosa, eu estava vice-governador, e isso não impediu de nós apoiarmos o presidente Lula para a Presidência da República”, afirmou.
Segundo Mansur, a mesma estratégia está sendo adotada nas eleições de 2026, com a candidatura própria na Bahia e o apoio à reeleição de Lula.
PSOL fora do governo Jerônimo
Mansur também explicou que a decisão de lançar uma candidatura própria está relacionada à falta de avanço, segundo ele, em pautas apresentadas pelo partido ao governo estadual.
“Nós tivemos o apoio ao governo atual em 2022, entregamos uma carta-compromisso, que tinha ali alguns pontos que considerávamos e consideramos importantes para o estado, e não houve um interesse por parte do governo em debater aqueles pontos que nós achávamos que eram muito importantes”, declarou.
Para o candidato, a opção do governo Jerônimo Rodrigues (PT) foi manter uma relação mais próxima com os grupos políticos que integram sua base de apoio. Mansur afirmou que o PSOL, por sua vez, decidiu seguir uma linha própria.
“Nós somos um partido de esquerda, nós temos um governo que não é um governo de esquerda, porque é um governo de coalizão, é um governo de aliança com outras linhas de direita. Logo, é impossível ser um governo de esquerda”, afirmou.
Mansur diferenciou ainda o Partido dos Trabalhadores do governo estadual e ressaltou que, apesar da relação de respeito com o PT, o PSOL não integra a gestão Jerônimo.
“Nós temos uma boa relação com o PT, Partido dos Trabalhadores, e temos uma relação de respeito com o governo, mas nós não fazemos parte do governo e nós não temos ninguém que compõe o governo Jerônimo”, disse.
Estratégia para ampliar candidatura
Questionado sobre como pretende tornar a candidatura mais competitiva diante de pesquisas que apontam 2% das intenções de voto, Mansur afirmou que pretende utilizar o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão para apresentar as propostas do partido.
“A gente vai ter agora, no início do mês, o início das propagandas eleitorais na TV e na rádio. Apesar do nosso tempo ser muito menor do que os outros dois candidatos, nós vamos levar à população as nossas ideias, as nossas propostas para melhorar a nossa situação da Bahia”, afirmou.



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