“Mães e pais ficarão sem renda”: Secretário da Bahia faz alerta sobre proposta de corte de R$ 200 bilhões
Secretário do Trabalho da Bahia cita estudo do Dieese sobre impactos no PIB, na arrecadação e na preservação de postos de trabalho no país

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, criticou a proposta de corte de cerca de R$ 200 bilhões em gastos públicos defendida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A medida, chamada de “tesouraço”, pode eliminar até 2,2 milhões de postos de trabalho e reduzir o PIB em 1,55% em 2027, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O levantamento do Dieese aponta ainda potenciais reduções de R$ 68,7 bilhões na massa salarial e de R$ 46,8 bilhões na arrecadação tributária com a retração da atividade econômica.
Augusto Vasconcelos apontou os impactos diretos da proposta para a população trabalhadora:
“Esse corte pode eliminar 2,2 milhões de empregos e redução no PIB. Isso significa menos arrecadação tributária, menos desenvolvimento econômico e menos oportunidades de trabalho. Como secretário do Trabalho, precisamos alertar a população para a gravidade dessas consequências”, afirmou.
O gestor estadual também ressaltou a importância de preservar programas de alcance social:
“Estamos vivendo um momento importante para o mercado de trabalho, com o desemprego no menor patamar da história. Se esse corte prosperar, na prática, estamos dizendo que milhões de trabalhadores poderão perder suas oportunidades de sustento. São mães e pais de família que podem ficar sem renda, com consequências diretas para o aumento da pobreza e da desigualdade”, alertou.
“É óbvio que defendemos uma administração pública cada vez mais eficiente, com aperfeiçoamento da gestão e melhor aplicação dos recursos públicos. Mas isso não pode servir de justificativa para cortar programas sociais essenciais, que melhoram a vida das pessoas e garantem dignidade a milhões de brasileiros. Não se pode tratar o orçamento público como uma simples planilha, ignorando que por trás de cada corte existem trabalhadores, famílias e pessoas que dependem de renda para viver”, criticou.
“A classe trabalhadora precisa estar bem informada para escolher que tipo de representante quer para o país. Esse debate precisa chegar à sociedade, porque estamos falando de empregos, renda e dignidade. Não podemos aceitar que os interesses de bancos e bilionários estejam acima dos direitos e das necessidades da maioria do povo brasileiro”, concluiu o secretário.



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