MAC recebe feira indígena com artesanato, arte e programação cultural em Salvador
Programação começa no dia 24 de abril e inclui feira, mostra artística e atividades culturais até agosto

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC) recebe, a partir de 24 de abril, a 5ª edição do Abril do Artesanato Indígena 2026, dentro da programação “Ocupação Origem”. O evento reúne feira de artesanato, exposição artística e atrações culturais com participação de povos originários de diversas regiões do estado.
A feira acontece entre os dias 24 e 26 de abril, com abertura às 14h no primeiro dia, seguida de cerimônia oficial às 16h e abertura da mostra às 17h. Nos dias seguintes, o funcionamento será das 10h às 20h. Já a Mostra do Artesanato e da Arte Contemporânea Indígena segue em cartaz até 2 de agosto.
Cerca de 30 artesãos e artistas de etnias como Tupinambá, Pataxó, Kiriri e Tuxá participam da iniciativa, apresentando peças como cerâmicas, colares, instrumentos musicais, trançados e objetos do cotidiano produzidos com matérias-primas naturais.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, destacou o impacto da ação. “O Abril Indígena no MAC é mais do que uma programação cultural, é uma ação concreta de valorização dos povos originários, que une tradição, identidade e geração de renda. Estamos falando de políticas públicas que reconhecem o artesanato como trabalho digno e estratégico para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades”.
Ele também reforçou a importância de ampliar a percepção sobre a produção indígena. “É fundamental romper com visões estereotipadas e reconhecer a potência criativa e intelectual dos povos indígenas. A ‘Ocupação Origem’ mostra uma produção viva, contemporânea e conectada com o mundo, sem perder suas raízes ancestrais. É cultura, é resistência e é futuro”.
Coordenador de fomento ao Artesanato da Bahia, Weslen Moreira ressaltou o convite ao público. “A ‘Ocupação Origem’ é um convite para o público mergulhar na riqueza da cultura indígena, desmistificando preconceitos e revelando a força de uma juventude conectada que produz arte e conhecimento. É a ancestralidade expressa no artesanato encontrando a contemporaneidade na arte visual, em um diálogo potente que ressoa no coração da Bahia”.
A iniciativa conta com apoio de órgãos estaduais e busca promover a valorização cultural, inclusão socioprodutiva e geração de renda para comunidades indígenas.



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