MAB recebe lançamento gratuito de livro e animação sobre literatura queer infantil
Evento gratuito no MAB no dia 31 de outubro inclui exibição de curta-metragem animado, apresentação de Saphyra Luzz e sessão de autógrafos

O Museu de Arte da Bahia (MAB), localizado no Corredor da Vitória, em Salvador, recebe no sábado, 31 de outubro de 2026, às 12h, o lançamento do livro infantil Mariel, o Sereio de Aqualon. A obra é de autoria de Nilton Milanez, escritor, psicanalista e professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
O evento é gratuito, tem classificação livre e reúne uma programação multidisciplinar. Além da sessão de autógrafos com o autor, o público poderá assistir à exibição do curta-metragem em desenho animado de oito minutos inspirado no livro e acompanhar a performance artística da drag queen Saphyra Luzz.
Ilustrada por David Holanda, a publicação integra o projeto de pesquisa “Micro-história das sexualidades no Brasil”, do Laboratório de Estudos do Discurso e do Corpo (Labedisco/UNEB/CNPq). A narrativa acompanha Mariel, um menino que é transportado para o reino de Aqualon e se transforma em sereio, abordando acolhimento, respeito e diversidade no ambiente familiar e escolar.
O autor Nilton Milanez ressaltou a relevância da leitura mediada no desenvolvimento infantil:
“A literatura sobre a diversidade e o afeto para crianças cumpre um papel transformador, porque a diversidade é um fato do dia a dia de todas as crianças. O grande diferencial está no aspecto da pessoa mediadora, seja o pai, a mãe, o professor ou o cuidador, na leitura conjunta com a criança, ajudando a produzir uma crítica da realidade dos afetos e das relações entre as pessoas”, destaca Milanez.
O pesquisador ressalta também o estímulo da fantasia para o diálogo pedagógico e comunitário:
“A literatura infantil pode estimular o pensamento crítico e ampliar o repertório emocional das crianças, promovendo o diálogo sobre os afetos e as diferentes configurações familiares. Por meio da fantasia, a obra convida os pequenos leitores a refletir sobre diversidade, acolhimento e respeito às singularidades”,内存enfatiza o escritor.
Sobre a inclusão da performance cênica de Saphyra Luzz na programação do MAB, Milanez observou o diálogo entre as linguagens artísticas:
“A escolha da performance amplia o diálogo proposto pelo livro: assim como Mariel encontra no oceano um espaço para reconhecer a si mesmo, a arte de Saphyra transforma o corpo em linguagem e afirma outras possibilidades de beleza, presença e expressão”, pontua Milanez.



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