Lula rompe com Alcolumbre após derrota de Messias
Votação que rejeitou Jorge Messias expôs crise entre Planalto e comando do Senado

A derrota na indicação ao Supremo Tribunal Federal escancarou um novo momento de tensão entre o governo de Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O clima entre os dois, segundo aliados, é de forte desgaste após a rejeição do nome de Jorge Messias.
Derrota que ampliou o desgaste
A indicação de Messias foi barrada na última quarta-feira (29), em uma votação que terminou com 34 votos favoráveis e 42 contrários. O resultado representou um revés político para o Palácio do Planalto e marcou um episódio considerado histórico nas articulações entre Executivo e Legislativo.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, interlocutores do governo apontam que o momento é de frustração e tensão na relação entre os dois líderes.
Bastidores e articulação política
De acordo com aliados do presidente, Alcolumbre teria atuado diretamente para impedir a aprovação do nome do advogado-geral da União. A avaliação dentro do governo é de que houve mobilização de setores do Centrão para votar contra a indicação.
O movimento gerou incômodo dentro da base governista e expôs dificuldades na articulação política do governo no Congresso.
Reação da base governista
Após o resultado, parlamentares do PT reagiram à derrota e passaram a criticar o posicionamento do Congresso. Entre os discursos, foi retomado o slogan “Congresso inimigo do povo”, direcionado aos parlamentares que votaram contra a indicação.
Relação em ponto de tensão
O episódio é visto como o ápice de um desgaste que já vinha sendo construído nos bastidores. A avaliação é de que a relação entre o Planalto e o comando do Senado sai enfraquecida, o que pode impactar futuras negociações e votações importantes no Congresso Nacional.



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