Lucas Reis cobra que Flávio abra sigilo telefônico e bancário após decisão de Lula

O presidente Lula informou que entregará autorização para a quebra dos sigilos dele e de sua família

Política
Lucas Reis cobra que Flávio abra sigilo telefônico e bancário após decisão de Lula
Foto: Fernanda Souza

O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) cobrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) autorize a quebra dos próprios sigilos telefônico e bancário, além dos de seus familiares. A declaração foi feita durante entrevista à rádio Baiana FM, nesta terça-feira (20), um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que entregará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para a quebra dos sigilos dele e de sua família.

Durante a entrevista, Lucas Reis comparou as posturas dos dois políticos e mencionou a relação de Flávio com milicianos do Rio de Janeiro, além de questionar o patrimônio do senador.

“Tem discursos do senador [Flávio] defendendo a milícia e fazendo homenagem a milicianos. Tem casa de R$ 10 milhões em Brasília com salário de senador. Abre o sigilo, Flávio, e acabe com qualquer suspeita. Faça que nem o presidente Lula: pegue o seu sigilo, o da sua esposa, seus irmãos e abra”, afirmou.

Deputado critica proposta Bolsa Família

Na entrevista, o deputado eleito também criticou declarações de Daniella Marques, coordenadora da campanha de Flávio Bolsonaro, sobre a proposta de estabelecer um período de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que aumentarem a renda.

Para Lucas, a proposta indica uma intenção de reduzir benefícios sociais como forma de cortar gastos do governo. Ele também acusou o grupo político de adotar uma postura preconceituosa em relação à população de baixa renda.

“É suco de preconceito e elitismo o que diz essa senhora e o que pensa o candidato [Flávio] […] O programa dele é fazer o estrangulamento do povo mais pobre em benefício daqueles que eles consideram importantes”, declarou.

Ao defender o Bolsa Família como instrumento de combate às desigualdades e de melhoria das condições de vida, Lucas Reis afirmou que 5,1 milhões de beneficiários deixaram o programa entre 2023 e 2026 após aumentarem a renda, atribuindo o resultado às políticas de incentivo do governo Lula.

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