Lagoa em Lauro de Freitas apresenta redução de água e prefeitura investiga causas
Inspeção realizada pela Secretaria do Meio Ambiente identificou pontos de erosão e possíveis fatores climáticos associados à redução do volume de água

A redução do nível da água da Lagoa do Parque da Cidade, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, chamou a atenção de moradores e levou a prefeitura a realizar uma vistoria técnica para investigar as possíveis causas do problema. A inspeção aconteceu na última quinta-feira (29), após relatos de preocupação com a preservação do reservatório e os impactos sobre o meio ambiente.
Localizada no loteamento Solar de Vilas, no Centro da cidade, a lagoa, também conhecida como Lagoa do Parque das Aves, integra uma área verde pública com acesso gratuito à população.
A ação foi conduzida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA), que realizou um levantamento das condições ambientais do local para identificar possíveis fatores relacionados à diminuição do volume de água.
Vistoria identifica erosão e risco de assoreamento
Durante a fiscalização, técnicos da SEMMA utilizaram um drone para produzir imagens georreferenciadas e avaliar as condições da lagoa e de seu entorno.
Segundo a avaliação inicial, não foram encontrados indícios de captação superficial de água, o que reduz a possibilidade de que a retirada direta seja responsável pela diminuição do nível do reservatório.
Entretanto, a equipe identificou pontos de erosão nas margens da lagoa. O problema pode provocar o deslocamento de areia e outros sedimentos para o interior do reservatório, favorecendo o processo de assoreamento.
Esse fenômeno ocorre quando materiais se acumulam no fundo de rios, lagos e lagoas, diminuindo a profundidade e podendo comprometer as condições ambientais desses espaços.
Período de seca pode influenciar nível da lagoa
Além dos problemas identificados nas margens, a Secretaria do Meio Ambiente considera que as condições climáticas podem estar relacionadas à redução do volume de água.
De acordo com a análise técnica, Lauro de Freitas enfrenta um período seco estacional entre setembro e fevereiro, caracterizado pela diminuição das chuvas e pelo aumento da evaporação.
Essas condições podem afetar diretamente a quantidade de água armazenada em reservatórios naturais.
Outro fator considerado é a possível influência do fenômeno climático El Niño, que, dependendo das condições regionais, pode contribuir para a redução das precipitações e dificultar a recarga do lençol freático responsável pela alimentação da lagoa.
A secretaria ressalta que os fatores ambientais precisam ser avaliados em conjunto para compreender as alterações observadas no reservatório.
Prefeitura prepara relatório com medidas de preservação
Os dados obtidos durante a vistoria serão utilizados na elaboração de um relatório técnico, que deverá apresentar orientações e propostas para reduzir os impactos socioambientais identificados.
O documento também servirá de base para possíveis ações de preservação e recuperação das condições ambientais da lagoa.
A SEMMA informou que mantém atividades contínuas de monitoramento ambiental em diferentes regiões do município, acompanhando situações que possam representar riscos aos recursos naturais.
Moradores podem denunciar problemas ambientais
A Prefeitura de Lauro de Freitas também destacou a importância da participação da população na identificação de irregularidades ambientais.
Moradores que perceberem alterações em lagoas, rios, áreas verdes ou outros espaços naturais podem registrar denúncias e solicitações por meio do aplicativo Tá na Mão, disponibilizado gratuitamente pelo município.
A ferramenta permite encaminhar demandas relacionadas ao meio ambiente, contribuindo para o acompanhamento das condições ambientais e a preservação dos espaços públicos da cidade.



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