Justiça muda regras de julgamento de Marcola após suspeita de plano do PCC para resgatá-lo

A Justiça de São Paulo decidiu que Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), participará por videoconferência de um julgamento previsto para maio de 2027. A medida foi adotada por questões de segurança, diante do risco de uma possível tentativa de resgate.
De acordo com informações divulgadas pelo BNews, com base em reportagem do Metrópoles, o julgamento está marcado para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027. O processo apura o assassinato de um policial militar e a tentativa de homicídio de outro agente, crimes ocorridos em 2006, na cidade de Jundiaí, no interior paulista.
A decisão foi tomada pelo juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1ª Vara do Júri de São Paulo. Além de Marcola, outros réus também deverão acompanhar as sessões remotamente, evitando o deslocamento físico dos presos até o fórum.
O magistrado considerou os riscos relacionados ao transporte e à escolta dos acusados, incluindo a possibilidade de ações criminosas para facilitar uma fuga. Marcola está preso desde 1999 e é apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC.
O caso está relacionado aos ataques promovidos pela facção contra forças de segurança em maio de 2006, período que ficou conhecido como os “Crimes de Maio”. A defesa de Marcola contestou a decisão e informou que pretende recorrer, argumentando que a participação por videoconferência é uma medida excepcional e precisa de fundamentação concreta.



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