Justiça mantém prisão de advogados suspeitos de atuar como ponte entre facções e presos

A Justiça manteve a prisão de quatro advogados investigados na Operação Sintonia de Gravata, que apura a atuação de um esquema de comunicação entre líderes de facções criminosas presos e integrantes em liberdade na Bahia. A decisão foi tomada durante audiências de custódia realizadas no domingo (5).
Os advogados Izabela da Silva de Oliveira, Luã Santos da Costa, Maria Mariana Batista de Oliveira e Tamires Felix Alves Silva tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas. Após a decisão judicial, eles foram transferidos do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) para o sistema prisional.
Outros dois investigados, Ícaro Cardoso Viana e Fernanda Oliveira Borges, foram presos no município de Serrinha, onde as respectivas audiências de custódia ficarão sob responsabilidade da Justiça local.
A Operação Sintonia de Gravata foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com apoio da Polícia Civil, da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e da Secretaria da Segurança Pública (SSP). As investigações apontam que advogados teriam utilizado visitas profissionais no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha para transmitir ordens de chefes de facções criminosas, permitindo a continuidade de atividades como tráfico de drogas, circulação de armas, homicídios, sequestros e movimentação financeira das organizações criminosas.
Segundo o Ministério Público, os investigados teriam se aproveitado das prerrogativas da advocacia para burlar o isolamento imposto aos detentos, funcionando como um elo entre lideranças encarceradas e integrantes das facções que permaneciam em liberdade. A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas cidades baianas e integra uma ofensiva nacional de combate às organizações criminosas que atuam de dentro do sistema prisional.



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