Justiça condena 10 policiais penais por facilitarem entrada de drogas e celulares em presídio
Caso ocorreu no Conjunto Penal de Feira de Santana

A Justiça condenou 12 pessoas acusadas de integrar um esquema criminoso responsável pela entrada de drogas, celulares e armas no Conjunto Penal de Feira de Santana.
Entre os sentenciados estão dez policiais penais, que também perderam oficialmente os seus cargos públicos.
A decisão atende a uma denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).
Todos os envolvidos foram alvos da Operação Sísifo, deflagrada em conjunto com a Seap e a SSP.
Penas e líderes do esquema na Operação Sísifo
O policial penal Valmir Pereira de Jesus, apontado pelas investigações como o líder do grupo criminoso dentro do presídio, recebeu a maior pena: mais de 28 anos de prisão.
Os réus foram condenados por crimes como:
- Organização criminosa;
- Corrupção passiva e ativa;
- Tráfico de drogas;
- Lavagem de dinheiro;
- Facilitação de entrada de celulares e objetos ilícitos em presídios.
Confira a lista dos policiais penais condenados:
- Valmir Pereira de Jesus (Líder)
- Vitor Cerqueira de Oliveira
- Ednilson Santana Mota
- Isaías Gregório de Miranda Filho
- Yure Pinheiro Costa
- Gildo de Lima Almeida
- Valter Ferreira de Almeida
- Leandro Calazans Amaral
- Rosana Souza de Oliveira
- Luana Priscilla de Jesus Moitinho
Além dos agentes públicos, os cidadãos Emerson Carmo dos Santos (por lavagem de dinheiro e organização criminosa) e Genivaldo Reis dos Santos (por corrupção ativa) também foram condenados.
Como funcionava o esquema no presídio de Feira de Santana?
De acordo com o MPBA, os policiais penais utilizavam a facilidade dos seus cargos públicos para burlar a segurança e introduzir materiais proibidos na unidade prisional. Em troca, recebiam propinas e vantagens financeiras indevidas.
Lavagem de dinheiro: As investigações comprovaram que o grupo utilizava uma divisão coordenada de tarefas e realizava movimentações financeiras suspeitas, totalmente incompatíveis com os salários declarados dos servidores, para ocultar o dinheiro do crime.
O caso começou a ser investigado após o Ministério Público notar um volume repetido e alarmante de apreensões de celulares, entorpecentes e armas brancas com os detentos, o que acendeu o alerta para a cumplicidade interna de funcionários do sistema prisional.



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