Júlio Pinheiro dispara contra imagem de bom gestor vendida por ACM Neto: “Saco vazio”
Dirigente acusou o adversário de inflar os méritos de suas duas gestões à frente da capital baiana para criar uma reputação técnica artificial

O ex-prefeito do município de Amargosa e pré-candidato a deputado estadual pelo PT, Júlio Pinheiro, subiu o tom contra o principal líder da oposição baiana, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), em declarações feitas nesta terça-feira (2).
O dirigente petista, que também acumula em seu currículo recente a passagem pelo governo federal como secretário Especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, acusou o adversário de inflar os méritos de suas duas gestões à frente da capital baiana para criar uma reputação técnica artificial e esconder a ausência de uma plataforma programática viável para o desenvolvimento do interior do estado.
“A imagem de bom gestor vendida por ACM Neto esbarra na falta de projeto para a Bahia. O ex-prefeito de Salvador tenta mostrar a capital como vitrine, mas as obras que transformaram Salvador foram investimentos dos governos do PT, de Jaques Wagner, de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues”, disparou Júlio Pinheiro, ao desconstruir o discurso de eficiência administrativa utilizado pelo principal articulador do campo de oposição estadual.
Pinheiro criticou as frequentes agendas de Neto em outros estados da federação para, segundo ele, tentar importar fórmulas administrativas estrangeiras e incompatíveis com a complexa realidade geográfica e socioeconômica do território baiano.
A tese central defendida pelo articulador governista é a de que a infraestrutura urbana e os grandes eixos de mobilidade que modernizaram a capital nas últimas duas décadas não foram frutos exclusivos da prefeitura soteropolitana, mas sim de volumosos repasses do Tesouro Estadual.
Júlio Pinheiro pontuou que intervenções de alta complexidade na capital baiana contaram com a liderança e o financiamento direto das gestões consecutivas de Jaques Wagner, Rui Costa e do atual governador Jerônimo Rodrigues.
O petista argumentou que, ao utilizar o município de Salvador como principal vitrine eleitoral de seu palanque majoritário, o pré-candidato do União Brasil tenta se apropriar de um legado de investimentos públicos cujos méritos e execução orçamentária pertencem, na verdade, ao bloco de partidos que atualmente comanda o Poder Executivo da Bahia.
No plano puramente estratégico das discussões que antecedem o pleito, a base aliada de Jerônimo Rodrigues enxerga na insistência dos ataques oposicionistas um sinal de debilidade retórica.
Júlio Pinheiro afirmou que a superexposição de críticas e denúncias veiculadas pelo ex-prefeito da capital serve como uma cortina de fumaça para camuflar o esvaziamento técnico de suas comissões setoriais de plano de governo.
“Fala mal do governo para tentar esconder sua incapacidade de pensar projetos para o povo. O único projeto de ACM Neto é o de poder pessoal, mas a Bahia vai responder elegendo o projeto coletivo feito pelo povo e para o povo do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula”, concluiu o pré-candidato a deputado estadual.
Para o ex-gestor de Amargosa, a plataforma da oposição está excessivamente centrada em uma ambição personalista de retorno ao poder, em oposição ao modelo cooperativo estruturado pelo Palácio de Ondina em parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O grupo governista aposta que a consolidação de investimentos regionais e o alinhamento com Brasília serão os principais argumentos para garantir a vitória do projeto de inclusão social e infraestrutura descentralizada nas urnas eletrônicas.



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