Juba e Jean Lucas vão à Copa? Ancelotti já tem 18 nomes definidos e deixa disputa em aberto

Técnico encaminha base da lista para 2026, mantém lateral-direita indefinida

Esporte
Juba e Jean Lucas vão à Copa? Ancelotti já tem 18 nomes definidos e deixa disputa em aberto
Luciano Juba e Jean Lucas seguem na briga por vaga | Rafael Rodrigues / EC Bahia

O técnico Carlo Ancelotti já desenhou a espinha dorsal da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo FIFA de 2026. Entre 17 e 18 jogadores dos 26 que irão ao Mundial estão praticamente definidos, segundo declaração do próprio treinador ainda na última convocação de 2025.

A próxima lista será anunciada em 16 de março, mirando amistosos contra França e Croácia — e pode deixar o grupo ainda mais fechado.

Enquanto isso, nomes ligados ao Esporte Clube Bahia seguem atentos ao cenário.

A base já está formada

De acordo com apuração da ESPN, os atletas considerados praticamente garantidos por Ancelotti estão distribuídos por todos os setores.

No gol, Alisson é o nome confirmado.

Na defesa, aparecem Marquinhos, Éder Militão e Gabriel Magalhães. Pela esquerda, Alex Sandro e Douglas Santos surgem como opções consolidadas.

O meio-campo conta com Casemiro, Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá.

No ataque, a lista inclui Rodrygo, João Pedro, Vinícius Júnior, Luiz Henrique, Raphinha, Estêvão, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha.

A lateral direita é a única posição ainda sem dono. Wesley, em alta na Roma, desponta como favorito, mas Paulo Henrique, Danilo e Vanderson também estão no radar.

Março pode selar destinos

Ancelotti já indicou que pretende ter a relação “mais ou menos definitiva” após a próxima Data Fifa. A definição impacta inclusive nomes experientes, como Neymar, que vive momento de incerteza física e precisa recuperar sequência para se firmar.

Com poucos meses até o Mundial, o tempo virou adversário.

Luciano Juba: elogiado, mas ainda sem minutos

Convocado para os amistosos contra Tunísia e Senegal, Luciano Juba viveu sua primeira experiência com a Seleção, mas não saiu do banco.

Ainda assim, recebeu reconhecimento público de Ancelotti, que destacou seu profissionalismo, inteligência tática e qualidade com a bola. O treinador afirmou que o lateral tem potencial para atuar e brigar por vaga na Copa.

No período em que esteve com o grupo, Juba viu Alex Sandro começar como titular contra Senegal, enquanto Caio Henrique também ganhou oportunidades nos dois amistosos. Lesões de Militão e Rodrygo durante o empate diante da Tunísia reduziram as possibilidades de mudança na equipe.

Recorde histórico no Bahia

Desde que chegou ao clube, em setembro de 2023, Juba construiu números expressivos com a camisa tricolor.

São mais de 140 partidas, 13 gols e 16 assistências. No Campeonato Brasileiro, considerando as Séries A, B e C, já marcou 11 vezes — marca que o transformou no defensor com mais gols pelo Bahia na história da competição, superando Ávine.

Foi dele, inclusive, o gol que garantiu o triunfo sobre o Vasco em São Januário, pela terceira rodada da Série A.

O desempenho consistente abriu as portas da Seleção.

Jean Lucas: sonho realizado e nova meta

Outro nome do Bahia que já sentiu o peso da amarelinha foi Jean Lucas.

O volante entrou em campo pela primeira vez contra a Bolívia, em El Alto, após esperar no banco enquanto Ancelotti promovia quatro substituições de uma vez. A estreia veio minutos depois, em um cenário de altitude desafiadora.

Jean foi o primeiro atleta de um clube do Nordeste convocado desde 2017 e o primeiro do Bahia desde 1991. A presença no grupo foi celebrada pela família e teve contornos emocionais, especialmente após ele inicialmente ficar fora da lista definitiva e só ser chamado depois da lesão de Joelinton.

O meio-campista afirmou que trabalhar com Ancelotti era algo que jamais imaginou quando assistia aos jogos do Real Madrid.

Ano mais especial da carreira

Jean viveu em 2025 a temporada mais marcante como profissional. Foram 61 partidas no ano, 60 delas pelo Bahia, com sete gols e três assistências.

Na Libertadores, marcou quatro vezes e se tornou o vice-artilheiro do clube na história da competição, atrás apenas de Charles.

Ao todo, já soma mais de 120 jogos com a camisa tricolor, 18 gols e 10 assistências desde que chegou ao clube.

O próprio volante definiu o período como o mais especial da carreira, destacando conquistas, sequência de trabalho e ambição coletiva.

A contagem regressiva começou

Com boa parte do grupo encaminhada por Ancelotti, a disputa por vagas restantes ganha contornos decisivos.

Para Juba e Jean Lucas, o caminho passa pelo desempenho no Bahia. A regularidade no clube pode ser o diferencial em uma Seleção que já tem base formada — mas ainda deixa brechas para quem conseguir se impor nos próximos meses.

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