Jorge Araújo defende fim imediato da escala 6×1: “O povo quer e não dá mais para esperar”
O deputado também negou a possibilidade de aumento da carga horária para 52 horas semanais

O deputado federal Jorge Araújo (PP-BA) defendeu o fim da escala 6×1 e afirmou que a mudança deve entrar em vigor “o mais rápido possível”, sem longos períodos de transição. A declaração foi dada nesta segunda-feira (25), durante a entrega de uma obra de contenção de encosta em Colinas de Periperi, em Salvador.
Ao Sou da Bahia, o parlamentar comentou o andamento da discussão sobre a PEC que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, substituindo a escala 6×1 pelo modelo 5×2.
“Na minha opinião, tem que ser votado e começar a funcionar o mais rápido possível. A gente não pode retardar o que as pessoas querem. É um pedido do povo. Existe uma ansiedade muito grande e o povo quer que isso aconteça”, afirmou.
Apesar de defender rapidez na implementação da proposta, Jorge reconheceu que empresas precisarão de um período para adaptação, mas descartou uma transição prolongada. “As empresas merecem um tempo para se adequar a essa nova realidade, mas também não vejo muita demora para isso. Não dá mais para esperar. A hora tem que ser essa”.
Inicialmente, este tem sido o principal ponto de divergência no Congresso e está em fase de negociação. Enquanto o Governo Federal defende uma transição mais curta, entre 2 e 3 anos, com reduções graduais na jornada e um impacto inicial já nos primeiros 90 dias. O Congresso, junto à relatoria, negocia Negocia um prazo de 3 a 4 anos para a implementação plena. Há também propostas de emendas da oposição que pedem prazos mais longos, de até 10 anos, para setores específicos da indústria e do varejo.
Sem aumento de carga horária
O deputado também negou a possibilidade de aumento da carga horária para 52 horas semanais, hipótese debatida nos bastidores das negociações no Congresso.
“Não vai passar. Vai passar o que já foi acordado e debatido. Não existe outra alternativa a não ser o que está no relatório”, declarou.
Jorge ainda defendeu que as regras sobre folgas sejam definidas diretamente na proposta aprovada pelo Congresso, sem depender exclusivamente de negociações sindicais. “Eu afirmo que isso tem que ser decidido agora. Tem que garantir folga em finais de semana e não deixar tudo na mão dos sindicatos e das empresas. A gente sabe que existe chefe bom, mas também tem chefe que pega no pé”, pontuou.
Trabalho com dignidade
Em tom enfático, o parlamentar reforçou apoio ao encerramento definitivo da escala atual. “Eu quero que essa escala 6 por 1 vá embora e não volte nunca mais. Em outros países isso já é realidade. O povo quer trabalhar, mas quer ganhar o seu salário com dignidade”, afirmou.
O fim da escala 6×1 está em discussão no Congresso Nacional por meio da PEC 221/19 e de projetos enviados pelo Governo Federal. A proposta principal prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial. O texto é analisado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, sob relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA).



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