Jerônimo Rodrigues rebate oposição, critica ACM Neto na Saúde e defende pacto com prefeitos
“Saúde não tem partido”, argumenta governador

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) rebateu os ataques da oposição à saúde pública baiana. Jerônimo destacou os avanços na rede hospitalar do Estado e rebateu as críticas apontando o dedo para a capital: segundo ele, Salvador — sob a influência do grupo político de ACM Neto — ainda sofre com falhas graves na atenção básica e na infraestrutura municipal.
O governador também aproveitou para criticar a proposta do chamado “PIC Saúde”, durante entrevista à Rádio Baiana FM, argumentando que o projeto nada mais faz do que empurrar para o setor privado problemas que deveriam ser resolvidos no próprio sistema público.
Cobrança por resultados na capital
Ao colocar as gestões lado a lado, Jerônimo questionou abertamente a cobertura de saúde em Salvador, destacando a falta de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e UPAs em regiões populosas, como o bairro de Cajazeiras.
Para o governador, antes de tentar prescrever soluções para toda a Bahia, ACM Neto precisa prestar contas do que fez — e do que deixou de fazer — durante seus oito anos à frente da prefeitura soteropolitana.
O diagnóstico se estende a outros grandes polos do estado. Jerônimo pontuou que municípios de peso governados pelo União Brasil, como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, ainda não possuem hospitais municipais à altura da necessidade da população.
“Saúde não tem partido” — Jerônimo Rodrigues, ao reforçar que o Governo do Estado tem oferecido suporte financeiro e técnico para criar esses equipamentos, independentemente da cor partidária dos prefeitos.
Avanços no Estado X Desafio na Atenção Básica
Jerônimo lembrou que já propôs parcerias diretas com as prefeituras de Feira de Santana e Vitória da Conquista para erguer hospitais municipais, além de manter investimentos contínuos em policlínicas e unidades especializadas junto ao Governo Federal.
Para sustentar a defesa da sua gestão, o governador apresentou números e obras:
- 15 novos hospitais entregues em apenas três anos e meio.
- Obras a todo vapor em municípios estratégicos como Serrinha, Itapetinga, Paulo Afonso, Valença e Gandu.
Prevenção para evitar colapso
Por fim, o governador reforçou que a expansão dos hospitais estaduais precisa caminhar lado a lado com o fortalecimento da atenção básica — uma responsabilidade direta das prefeituras.
Para ilustrar a importância do posto de saúde no bairro, Jerônimo usou o exemplo do diabetes: quando a doença é acompanhada logo no início na UBS, evita-se que o quadro evolua para complicações graves, como amputações e cirurgias de alta complexidade. A solução, segundo ele, é uma só: Estado e municípios trabalhando de forma integrada para proteger a população.



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