Jerônimo quebra o silêncio após críticas de Zé Ronaldo e dispara: “Não pode cuspir no prato”

Governador rebate críticas do prefeito de Feira de Santana sobre a regulação da saúde

Política
Jerônimo quebra o silêncio após críticas de Zé Ronaldo e dispara: “Não pode cuspir no prato”
Reprodução / Redes Sociais

As críticas do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, à regulação da saúde estadual provocaram uma resposta direta do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Durante agenda do Programa de Governo Participativo (PGP), em Ribeira do Pombal, o petista afirmou que sempre buscou manter uma relação institucional com o gestor municipal e disse ter se surpreendido com o tom adotado pelo prefeito.

Segundo Jerônimo, ao longo de um ano e meio de convivência administrativa, o diálogo entre os dois foi pautado pelo respeito e pela tentativa de atender às demandas do município.

“Eu me relacionei durante esse um ano e meio com ele, buscando atender as demandas de Feira de Santana. […] Isso não impediu de forma nenhuma uma relação diplomática, educada e amadurecida, sempre de respeito a ele e à história dele.”

Governador questiona mudança de discurso

Ao comentar as recentes declarações de Zé Ronaldo, que passou a chamar a regulação estadual de “fila da morte”, Jerônimo afirmou que esse posicionamento nunca havia sido apresentado durante as conversas mantidas entre ambos.

“Ele conversou comigo durante um ano e meio e nunca tratou dessa forma, nunca. Então, não dá para a gente ter duas motivações de relacionamento.”

Cobrança por hospital municipal

Durante a resposta, o governador também direcionou críticas à estrutura da saúde pública de Feira de Santana e afirmou que o município precisa assumir responsabilidades antes de responsabilizar o Governo do Estado.

Jerônimo destacou que a cidade, considerada a maior do interior da Bahia, não possui hospital municipal. Segundo ele, o Estado tem investido na ampliação do Hospital Geral Clériston Andrade, que deverá chegar a 500 leitos, além de já ter discutido com a prefeitura alternativas para viabilizar uma unidade municipal, oferecendo apoio com terreno, recursos, equipamentos e contratualização de serviços.

“Feira de Santana é a maior cidade do interior da Bahia. E Feira de Santana não tem hospital municipal. Então, como é que uma pessoa, um grupo que nunca fez um hospital, abre a boca agora para dizer isso?”

“Não vou fazer política dessa forma”

Ao encerrar a fala, Jerônimo voltou a criticar a postura adotada pelo prefeito e defendeu que as relações políticas sejam conduzidas com respeito, mesmo diante de divergências.

“É só a forma de relacionamento. Eu aprendi isso em casa: quando o negócio não dá, vamos fazer as coisas com a delicadeza que o tempo exige. Mas a gente não pode ficar uma hora sentado na mesa e depois cuspir no prato. Dessa forma eu não concordo, eu não aprendi e não vou fazer política dessa forma.”

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