Jaques Wagner reage à fala de Caiado sobre “alforriar” a Bahia: “Saiu da alma dele”

Senador do PT disse que declaração do governador de Goiás reflete seu pensamento

Política
Jaques Wagner reage à fala de Caiado sobre “alforriar” a Bahia: “Saiu da alma dele”
Rafael Nunes | Flickr Jaques Wagner

O senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu as declarações do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), sobre “aforriar” a Bahia nas eleições deste ano. Para o petista, a fala não foi um ato falho, mas uma demonstração do pensamento do adversário político.

Em entrevista ao PNotícias, Wagner afirmou que Caiado tem um perfil “explosivo” e relembrou a origem política do governador goiano na antiga União Democrática Ruralista (UDR).

“Na verdade, ele tem uma natureza muito explosiva, o Caiado. Lembre que ele é originário daquela antiga UDR, União Democrática Ruralista, que era um pessoal bem de extrema direita, bem, eu diria assim, truculento”, afirmou.

“Saiu da alma dele”, diz Wagner

O senador avaliou que a declaração está alinhada ao comportamento adotado por Caiado ao longo da carreira política. Como exemplo, citou um episódio recente envolvendo o governador e um jornalista que criticou um policial militar de Goiás.

“Eu vi recentemente ele vindo responder a um repórter que fez uma crítica a um policial militar de Goiás. Ele, de dedo em riste, dizendo: ‘Olha, respeito, que quem manda na polícia sou eu'”, relatou.

Questionado se a fala sobre a Bahia poderia ter sido um ato falho, Wagner descartou essa possibilidade.

“Se você me perguntar, eu acho que isso saiu lá da alma dele, deve ser o que ele acha falando do PT”, declarou.

Defesa da Bahia e do legado do PT

Durante a entrevista, Jaques Wagner também criticou o teor das declarações de Caiado e ressaltou a importância histórica e cultural da Bahia.

“É um absurdo porque, modéstia à parte, essa terra aqui é a terra de Glauber, é a terra de Castro Alves, é a terra de Gil, é a terra da liberdade, essa terra aqui é a terra do 2 de Julho, que foi onde mais se morreu pela independência do Brasil”, afirmou.

O senador ainda aproveitou para defender a atuação do grupo político liderado pelo PT no estado e afirmou que a legenda contribuiu para ampliar a participação democrática na Bahia.

“E me perdoe, quem oxigenou a política baiana, quem recuperou a democracia na política baiana, foi nosso grupo. Todo mundo sabe como é que funcionava antes”, concluiu.

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