Jaques Wagner acusa oposição de trabalhar contra redução da escala 6×1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ser analisada nesta quarta-feira (2)

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) pediu que os trabalhadores acompanhem a posição dos parlamentares na votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ser analisada nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
“O PL pode vestir pele de cordeiro, mas todos são lobos trabalhando contra a redução da 6×1. O povo precisa ficar atento a quem vai tentar derrubar essa medida, que ajuda os trabalhadores e dá um tempo maior para tudo”, declarou Wagner, em entrevista à Rádio Líder FM.
Na avaliação do petista, a resistência à mudança na jornada representa uma oposição histórica de setores da elite brasileira a medidas voltadas à ampliação de direitos trabalhistas.
“Toda vez que a gente vai trazer benefício para aqueles que trabalham e sustentam a nação, sempre tem alguém que faz um escândalo, dizendo que vai acabar com a economia”, afirmou.
Medidas implementadas em outros governos
O parlamentar citou medidas implementadas durante os governos de Getúlio Vargas e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para argumentar que mudanças nas relações de trabalho costumam enfrentar resistência.
“Foi assim na época de Getúlio Vargas, quando ele criou o salário mínimo e a carteira de trabalho. E foi assim com o presidente Lula, que criou o aumento acima da inflação para o salário mínimo, além de outras vantagens para os trabalhadores. A história está se repetindo”, disse.
Votação na CCJ
O senador também afirmou estar mobilizado para garantir o avanço da proposta nesta semana e destacou que a votação na CCJ poderá evidenciar o posicionamento dos parlamentares sobre o tema. “Estou aqui a postos desde cedo para aprovar esta matéria e, depois, levá-la ao Plenário”, afirmou.
Segundo Wagner, o relator da PEC, o senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu reapresentar o relatório com o objetivo de simplificar a tramitação e evitar que o texto precise retornar à Câmara dos Deputados.
A proposta prevê alterações na atual escala 6×1, na qual o trabalhador exerce suas atividades por seis dias e tem um dia de descanso, para o modelo 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Caso seja aprovada no Senado, a PEC ainda precisará passar pelas demais etapas de tramitação antes de entrar em vigor.



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