Impedimento semiautomático será testado na Fonte Nova; veja como funciona
Impedimento semiautomático será testado no jogo do dia 9 de maio, mas sem interferir nas decisões

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já concluiu a instalação do impedimento semiautomático na Arena Fonte Nova, e a tecnologia deve aparecer pela primeira vez no duelo entre Esporte Clube Bahia e Cruzeiro Esporte Clube, no dia 9 de maio, segundo o portal A TARDE.
Apesar de já estar instalada, a tecnologia ainda não está liberada para uso oficial. O sistema entra agora na fase de testes, e a partida servirá apenas para avaliar o desempenho e a precisão da ferramenta.
Na prática, isso significa que o impedimento semiautomático não será utilizado para corrigir jogadas durante o jogo.
Como o sistema está sendo preparado
Antes de entrar em operação, o sistema passa por etapas obrigatórias: instalação dos equipamentos, calibração e testes.
Na Fonte Nova, as câmeras foram distribuídas em seis pontos estratégicos — três de cada lado dos setores Leste e Oeste. Parte dos equipamentos fica voltada para o meio-campo, enquanto outros monitoram as áreas próximas ao gol.
Quando a tecnologia vai valer de verdade
Mesmo após os testes, o uso oficial ainda depende de um fator: a implantação completa em todos os estádios da Série A.
A regra inclui 19 arenas — já que o Maracanã é compartilhado — além da Arena Barueri, utilizada em jogos do Sociedade Esportiva Palmeiras quando o Allianz Parque não está disponível.
Como funciona o impedimento semiautomático
Diferente do VAR tradicional, que depende do traçado manual de linhas, o novo sistema usa inteligência artificial para automatizar a análise.
Na prática, funciona assim:
- cerca de 27 aparelhos são instalados pelo estádio;
- esses dispositivos captam milhares de pontos de dados dos jogadores e da bola;
- com isso, é criada uma “réplica virtual” da partida em tempo real;
- a tecnologia identifica o momento exato do passe e a posição dos atletas;
- o alerta é enviado automaticamente para a cabine do VAR.
A promessa é reduzir o tempo das decisões e aumentar a precisão — mas, por enquanto, tudo ainda está em fase de teste.



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