“Humilhar e xingar adversários são velhas práticas do autoritarismo e do coronelismo”, afirma Jaques Wagner ao rebater declarações de ACM Neto
Wagner ironizou o contraste entre a jovialidade estética do líder oposicionista e a agressividade de seus métodos de enfrentamento verbal

O senador Jaques Wagner (PT-BA) entrou no debate político baiano nesta quarta-feira (3) para reprimir as recentes manifestações do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
O estopim para a reação do líder do governo Lula no Senado foi a declaração de Neto de que pretendia “humilhar Jerônimo” nos palcos eleitorais, proferida após o bloco governista contestar as análises do pré-candidato do União Brasil, que buscou estabelecer comparações entre os índices de segurança pública da Bahia e os indicadores registrados no estado de Goiás.
Wagner classificou a retórica do adversário como um reflexo de táticas políticas arcaicas e personalistas, incompatíveis com o debate democrático contemporâneo.
A estratégia discursiva adotada pelo senador petista mirou a desconstrução da imagem de renovação administrativa que o ex-prefeito da capital costuma explorar em suas agendas públicas.
Jaques Wagner ironizou o contraste entre a jovialidade estética do líder oposicionista e a agressividade de seus métodos de enfrentamento verbal, associando o comportamento do carlista às antigas práticas do coronelismo que historicamente dominaram a política regional.
“Humilhar e xingar adversários são velhas práticas do autoritarismo e do coronelismo. Apesar dos cabelos ainda pretos de quem se apresenta como novidade, as atitudes são velhas e as ideias, ultrapassadas”, disparou Jaques Wagner, ao analisar a postura do ex-prefeito de Salvador e traçar um paralelo com os antigos métodos oligárquicos de poder.
Para o parlamentar, o uso de termos que evocam a desonra do oponente demonstra falta de densidade programática e sinaliza uma incapacidade técnica de confrontar as entregas e os investimentos que vêm sendo executados pela gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Parece nervosismo e desespero. Recomendo um Rivotril!”, ironizou o líder do governo federal no Senado, ao sugerir que a agressividade verbal de ACM Neto expõe um momento de instabilidade emocional e desarticulação política dentro das fileiras da oposição baiana.
No plano da articulação político-eleitoral, o Palácio de Ondina e seus principais interlocutores interpretam a elevação do tom por parte da oposição como um sintoma de fragilidade tática e instabilidade diante do cenário de consolidação das forças governistas.
Wagner sugeriu que o destempero discursivo do ex-gestor soteropolitano decorre da falta de um projeto alternativo robusto e de propostas concretas para o desenvolvimento das diversas regiões da Bahia.
A base aliada ao governo estadual pretende explorar o episódio para firmar um contraponto focado na estabilidade institucional e no diálogo social, isolando o palanque do União Brasil no campo do revanchismo e da disputa puramente corporativa.



Comentários: