Hospital em Salvador ‘prescreve’ música, horta e jogos para pacientes
Primeiro hospital de transição da Bahia, a Florence combina assistência médica 24 horas com atividades voltadas ao bem-estar e à recuperação

Um hospital em Salvador tem uma proposta diferente para pacientes que precisam permanecer internados após a fase crítica de um tratamento. A Florence, primeiro hospital de transição da Bahia e pioneiro no Norte e Nordeste, combina assistência médica 24 horas com atividades como música ao vivo, jardinagem, cãoterapia, pintura e jogos.
Os hospitais de transição atendem pessoas que já passaram pela fase crítica, mas ainda precisam de cuidados contínuos antes de voltar para casa. Entre os pacientes estão pessoas em recuperação de cirurgias complexas, idosos, pacientes com dependência funcional e aqueles que precisam de suporte paliativo ou reabilitação.
A Florence conta com médicos 24 horas, equipe de enfermagem permanente, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. A unidade também permite a presença de familiares, recebe animais de estimação e possibilita que pacientes comemorem datas importantes durante a internação.
Música e atividades fazem parte da rotina
A programação inclui apresentações de voz e sanfona às segundas-feiras, violão às quintas e saxofone às sextas, sempre com uma hora de música ao vivo.
Às quartas-feiras, a cãoterapia leva cães aos jardins e aos leitos dos pacientes. A unidade também possui um espaço de jardinagem, com sementes disponibilizadas pela clínica e vasos identificados com o nome de quem os cultiva. Pintura, artesanato e jogos de mesa, como baralho, dominó e jogos de tabuleiro, também fazem parte da rotina.
A proposta, segundo a equipe, é integrar essas atividades ao cuidado e reduzir o isolamento durante a internação, mantendo vínculos familiares e atividades que fazem parte do cotidiano.
Paciente relata impacto na recuperação
Carlos Alberto de Oliveira, conhecido como Hugo, de 72 anos, passou cerca de 45 dias na Florence após sofrer um AVC. Ele conheceu a unidade por meio de um sobrinho que havia passado um ano no hospital.
“Foi uma surpresa, mas uma surpresa excelente. Meu sobrinho tinha ficado na Florence por um ano após um acidente e foi assim que conheci. Foi muito bom estar lá e fui muito bem tratado, dos médicos até a equipe da cozinha”, contou.
Durante a permanência, o paciente participou de atividades e teve contato com familiares. “Fiquei muito grato por tudo aquilo. A música, o jardim, enquanto estive lá ocupei o meu tempo da melhor forma possível. A presença familiar também foi muito boa porque eles podiam vir a qualquer momento. Não tenho dúvidas de que tudo isso contribuiu muito para a minha recuperação”, completou.
Para o presidente da Florence, Dr. João Gabriel Ramos, a proposta busca unir assistência técnica e acolhimento.
“Aqui, o cuidado técnico e o acolhimento caminham juntos. O paciente não deixa de ter acesso a tudo que um hospital oferece, mas também não precisa abrir mão da própria rotina, da família e dos pequenos prazeres do dia a dia e isso faz diferença real na recuperação. Nosso maior orgulho é olhar para Florence e saber que ela ajuda a tornar melhor a vida das pessoas”, afirma Dr. João Gabriel Ramos, presidente da Florence, Hospital de Transição.



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