Hábito de leitura entre jovens e adolescentes apresenta queda no Brasil e exige atenção de escolas e famílias

No Dia Mundial do Livro, especialista reforça a importância do estímulo à leitura desde a infância

Hábito de leitura entre jovens e adolescentes apresenta queda no Brasil e exige atenção de escolas e famílias
Foto: Divulgação

Em um cenário marcado pelo avanço das telas e pelo consumo acelerado de conteúdos digitais, cresce a preocupação com a diminuição do hábito da leitura no Brasil. O contato com livros desde a infância é apontado como fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, mas enfrenta desafios diante da preferência por estímulos rápidos e fragmentados.

Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024 indicam que 53% da população brasileira não possui o hábito de ler. O levantamento evidencia uma tendência de queda na última década, reforçando o debate sobre os impactos dessa mudança no processo educacional.

Segundo Klecius Oliveira, diretor de ensino do Colégio Anchieta, da Inspira Rede de Educadores, a ausência desse hábito pode gerar consequências no desempenho acadêmico. “A leitura estimula a imaginação, a capacidade de concentração e a construção do conhecimento, quando esse hábito não é cultivado desde cedo, os impactos aparecem no desempenho escolar, na escrita, na interpretação de texto, no pensamento crítico e no vocabulário”, afirma.

Outro dado que chama atenção refere-se aos jovens: em 2023, 66% dos estudantes brasileiros de 15 e 16 anos nunca haviam lido um texto completo com mais de 10 páginas. O cenário reforça a importância do envolvimento das famílias e das instituições de ensino na criação de rotinas que incluam a leitura.

Entre as estratégias apontadas estão a formação de ambientes leitores, a oferta de livros adequados à faixa etária e o incentivo por meio do exemplo dentro de casa. Além disso, atividades como rodas de leitura, contação de histórias e projetos literários são citadas como formas de aproximar os jovens dos livros.

Para o educador, é necessário mudar a percepção da leitura como obrigação. “É importante que o livro seja apresentado não apenas como uma obrigação escolar, mas como uma oportunidade de descoberta, imaginação e entretenimento”, complementa.

No contexto do Dia Mundial do Livro, a discussão ganha ainda mais relevância. Especialistas destacam que o estímulo contínuo à leitura pode ampliar o repertório dos estudantes, favorecer a compreensão de diferentes contextos e contribuir para a formação de indivíduos mais críticos e criativos.

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