Grupo extorquia provedores de internet e movimentava cerca de R$ 100 mil por mês na Bahia, aponta investigação

Um grupo criminoso investigado por extorquir provedores de internet na Bahia chegou a movimentar aproximadamente R$ 100 mil por mês com a cobrança ilegal de taxas para permitir a atuação das empresas em áreas sob seu domínio, segundo as investigações da Polícia Civil.
De acordo com os investigadores, a organização impunha pagamentos mensais aos provedores que desejavam oferecer o serviço em determinadas localidades. Empresas que se recusavam a atender às exigências eram alvo de ameaças, intimidações e até ataques contra equipamentos e estruturas de transmissão.
As apurações indicam que o esquema funcionava como uma fonte paralela de renda para o grupo criminoso, que ampliou sua atuação para além do tráfico de drogas ao controlar atividades econômicas em comunidades. A prática afetava diretamente a concorrência entre empresas e prejudicava moradores, que acabavam com menos opções de serviço e sujeitos às imposições dos criminosos.
As investigações também apontam que o dinheiro obtido por meio das cobranças ilegais era utilizado para financiar as atividades da organização criminosa. A polícia segue identificando outros envolvidos no esquema e trabalha para desarticular a estrutura financeira do grupo.
O avanço das facções sobre o mercado de internet tem chamado a atenção das autoridades na Bahia e em outros estados, onde organizações criminosas passaram a explorar o setor por meio de extorsões, controle territorial e oferta clandestina do serviço.



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