Governo Trump recua e não acusa Maduro de chefiar cartel de drogas
Governador afirma que governo brasileiro não reconheceu eleições venezuelanas por falta de transparência

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da acusação de que o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chefiava o chamado Cartel de Los Soles. A alegação havia sido central para que a gestão republicana e serviu de base para a operação que retirou Maduro e a esposa, Cilia Flores, do país.
A acusação original, apresentada pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump, descrevia o Cartel de Los Soles como uma organização criminosa estruturada, liderada por Maduro e envolvida em uma conspiração internacional de tráfico de drogas. Essa versão foi reforçada em 2025, quando o Departamento do Tesouro classificou o grupo como organização terrorista, decisão posteriormente endossada pelo Departamento de Estado por ordem do secretário Marco Rubio.
De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, especialistas em crime organizado na América Latina afirmam que o Cartel de los Soles não é uma organização formal, mas um termo popular criado pela imprensa venezuelana nos anos 1990 para se referir a redes de corrupção envolvendo militares e autoridades ligadas ao narcotráfico. Ao divulgar uma acusação revisada no sábado (3), após a captura de Maduro, o Departamento de Justiça abandonou a tese de que o carteal realmente existe como organização.
Na nova versão, os promotores mantêm a acusação de que Maduro participou de uma conspiração de tráfico de drogas, mas passam a definir o Cartel de los Soles como um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentada pelo dinheiro do narcotráfico. O texto diminuiu as menções ao cartel e afirmou que tanto Maduro quanto seu antecessor, Hugo Chávez, participaram e protegeram esse sistema informal.



Comentários: