Gasolina e diesel ficam mais caros na Bahia; veja quanto subiu
Novo reajuste aplicado nesta quinta-feira (17) atinge gasolina e dois tipos de diesel comercializados no estado

Motoristas e consumidores da Bahia precisam ficar atentos a um novo reajuste nos preços dos combustíveis. A gasolina e o diesel ficaram mais caros nesta quinta-feira (17), após uma alteração nos valores praticados principalmente pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe.
O aumento atingiu os dois tipos de diesel e também a gasolina A. Segundo o Sindicombustíveis Bahia, a mudança levanta preocupações sobre os custos e a competitividade do mercado baiano em relação aos estados vizinhos.
Quanto aumentou?
Com o novo reajuste, o diesel S-10 subiu R$ 0,7046 por litro no produto misturado, enquanto o diesel S-500 teve alta de R$ 0,8746.
Já a gasolina A aumentou R$ 0,1025 por litro.
Os valores correspondem aos reajustes praticados no processo de formação dos combustíveis e não representam, necessariamente, o preço final encontrado nas bombas dos postos.
Alta ocorre após medida do governo
O novo aumento acontece após o Governo Federal regulamentar uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. A medida foi criada com o objetivo de reduzir os efeitos da valorização do combustível no mercado internacional.
A regulamentação está prevista na Portaria MF nº 2.813/2026, vinculada à MP nº 1.391/2026.
Até o momento, a Acelen ainda não se manifestou sobre a adesão à nova medida.
Sindicato explica formação dos preços
Em nota, o Sindicombustíveis Bahia ressaltou que o valor pago pelo consumidor considera diferentes etapas da cadeia de produção e comercialização dos combustíveis.
Segundo a entidade, o posto revendedor representa apenas a última etapa desse processo. Por isso, o sindicato afirma que os estabelecimentos não podem ser responsabilizados por aumentos ocorridos durante as etapas anteriores de fabricação e distribuição.
Bahia pode perder competitividade
O Sindicombustíveis também demonstrou preocupação com a competitividade comercial da Bahia diante dos estados vizinhos que recebem combustíveis produzidos em refinarias da Petrobras.
De acordo com o sindicato, essas unidades adotam uma dinâmica comercial diferente e estão sujeitas às medidas de subvenção anunciadas pelo Governo Federal.
Na avaliação da entidade, a diferença nos custos pode afetar a concorrência entre a Bahia e os estados próximos, com reflexos tanto para os revendedores quanto para os consumidores.



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