Flávio teria participado de festa com lobistas e prostitutas durante pandemia
Segundo reportagem da revista piauí, o encontro tinha como objetivo uma aproximação com o governo de Jair Bolsonaro para compra de vacinas

Candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria participado de uma festa realizada em uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, durante a pandemia de Covid-19. De acordo com reportagem publicada pela revista piauí nesta quarta-feira (21), o evento ocorreu em julho de 2020 e teria reunido lobistas e prostitutas.
Segundo a publicação, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, ligados à Precisa Medicamentos, organizaram o encontro com o objetivo de se aproximar do governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL) e viabilizar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin ao Brasil.
Festa teria contado com presente de luxo
Ainda conforme a reportagem, o evento foi organizado com a ajuda do agente de viagens Raphael Barão e incluiu um churrasco a bordo da embarcação, com a presença de três prostitutas vindas de São Paulo.
Flávio Bolsonaro teria comparecido acompanhado de Alexandre Santini, que, à época, era amigo e sócio do senador em uma loja de chocolates no Rio de Janeiro. O estabelecimento foi citado nas investigações sobre o suposto esquema de “rachadinha” envolvendo o parlamentar.
A revista afirma que a festa ocorreu entre 10h30 e 15h. Durante o encontro, Flávio teria descido à cabine da lancha com uma das mulheres. Ao final, Trento teria presenteado o senador com um Rolex, marca luxouosa de relógios.
Encontro ocorreu durante a pandemia
Na época da festa descrita pela piauí, em julho de 2020, o Brasil enfrentava um pico de mortes por Covid-19. Estados e municípios adotavam medidas para conter a disseminação do vírus, enquanto as vacinas contra a doença ainda não estavam disponíveis no país.
Trento, Maximiano e Barão foram investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro, acusações que eles negam.
Durante os trabalhos da comissão, Flávio Bolsonaro defendeu a Precisa Medicamentos e elogiou Emanuela Medrades, diretora da empresa. O contrato para a aquisição da Covaxin acabou suspenso após questionamentos sobre possíveis irregularidades no processo de compra.
Empresário teria buscado reunião no BNDES
A reportagem da piauí também afirma que, cerca de três meses após a festa, Flávio teria facilitado uma reunião entre Maximiano e Gustavo Montezano, então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O encontro teria como objetivo discutir financiamento para um novo empreendimento do empresário no setor de telecomunicações.
Na época em que o assunto veio a público, em reportagem da revista Veja, Flávio declarou que não mantinha relações comerciais ou financeiras com Maximiano.
Procurado pela revista piauí, Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre o conteúdo da reportagem. Trento e Maximiano também não responderam aos questionamentos da publicação.



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