Flávio Bolsonaro nega plano para tirar título de Nossa Senhora Aparecida: “Uma grande mentira”
Presidenciável reagiu após boato circular nas redes sociais e afirmou que não existe projeto para retirar o título de Padroeira do Brasil

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à circulação de informações nas redes sociais que atribuíam a ele um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Na noite desta quinta-feira (24), o presidenciável publicou um vídeo nas redes sociais e negou que exista qualquer projeto nesse sentido. “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.
Flávio rebate boato
Segundo Flávio, ele foi surpreendido com a informação enquanto cumpria agenda de campanha em Minas Gerais. No vídeo, o candidato classificou a publicação como uma “fake news” e atribuiu a circulação do conteúdo a adversários políticos.
“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, declarou.
Na mesma publicação, Flávio afirmou respeitar diferentes religiões e também pessoas que não seguem nenhuma religião.
Proposta citada nas redes é antiga
As publicações que deram origem à repercussão utilizaram um trecho de um jornal televisivo para sustentar a ideia de que Flávio teria planos de retirar ou apoiar a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.
A proposta mencionada, porém, não é de autoria de Flávio. Trata-se de um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli para alterar a legislação relacionada ao feriado de 12 de outubro. O texto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008.
Não há, nas informações que motivaram a repercussão, declaração de Flávio defendendo a retirada do título.
Campanha avalia acionar o TSE
De acordo com a CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio receberam a repercussão com “incredulidade” e avaliam que o episódio poderia estimular uma divisão entre católicos e evangélicos.
A equipe jurídica do candidato avalia apresentar uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e busca identificar os perfis responsáveis pela origem da informação.
Flávio tem feito menções à religião
Durante a campanha, Flávio tem feito referências à fé e participado de agendas religiosas. Na pré-campanha, por exemplo, esteve em uma romaria católica entre Goiânia e Trindade, em Goiás, acompanhado de aliados.
Em outra frente do debate sobre religião e política, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler, afirmou nesta quarta-feira (23) que a entidade não manifesta preferência por candidatos ou partidos.
Sem citar nomes, Dom Jaime também criticou a mistura entre religião e política e afirmou que, historicamente, quando os dois campos estiveram muito envolvidos, “o resultado não foi positivo”.



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