Flávio Bolsonaro chama diretor da PF de “pau-mandado de Lula” após afastamento determinado pelo STF
Senador e candidato à Presidência se manifestou sobre o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues determinado pelo ministro André Mendonça

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez duras críticas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o afastamento preventivo do chefe da corporação por 90 dias. A manifestação ocorreu por meio das redes sociais do parlamentar nesta terça-feira (8).
Ao comentar a medida cautelar, o candidato acusou o chefe da instituição de agir sob interferência do Palácio do Planalto e comemorou a decisão judicial.
“Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente”, publicou Flávio Bolsonaro.
O parlamentar também defendeu mudanças na condução das operações do órgão e a preservação de sua isenção institucional.
“Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”, declarou o senador.
Contexto da decisão
A determinação de afastamento foi proferida pelo ministro André Mendonça no âmbito de apurações ligadas ao caso Banco Master, após relatos de que o magistrado teria sido submetido a um “monitoramento sistemático e ilegal”.
A medida cautelar obteve maioria na Segunda Turma do STF com os votos favoráveis dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, enquanto o ministro Gilmar Mendes fez pedido de vista. Nos bastidores do processo, o nome de Andrei Rodrigues também foi citado em mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.



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