Fim da escala 6×1 pode subir custos em 20% em bares e restaurantes

Especialistas do Grupo Food Qualy analisam impacto da PEC 221/2019 na operação, custos com mão de obra e montagem de turnos no food service

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Fim da escala 6×1 pode subir custos em 20% em bares e restaurantes

A aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal, que extingue a escala 6×1 e estabelece a jornada de 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado, exigirá readequação operacional e financeira dos bares e restaurantes. Estimativas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicam que a transição pode elevar os custos com mão de obra em até 20%.

Para o setor de alimentação fora do lar, que opera em turnos noturnos, finais de semana e feriados, a mudança exige planejamento na distribuição das equipes para evitar prejuízos no atendimento e alta na ociosidade.

O CEO do Grupo Food Qualy, Acácio Sacerdote, aponta que o momento demanda maior controle dos indicadores financeiros e operacionais:

“Não basta simplesmente reduzir a jornada e distribuir as folgas. O empresário precisa entender como cada mudança afeta a produtividade, os custos e a experiência do cliente. Isso exige planejamento, análise dos indicadores do negócio e uma gestão mais eficiente das equipes”, afirma Acácio.

Além do rearranjo das escalas, a retenção e o treinamento de pessoal tornam-se centrais para evitar o encarecimento da folha sem o correspondente ganho de eficiência. Fabíola Reis, gestora da Food RH, destaca a importância da qualificação das lideranças na condução das equipes durante o período de adaptação:

“Uma mudança na jornada de trabalho exige que as empresas olhem para a gestão de pessoas de forma estratégica. Não se trata apenas de contratar mais funcionários, mas de selecionar profissionais alinhados ao negócio, investir em treinamento e criar condições para que eles permaneçam na empresa. Sem processos bem estruturados, o empresário corre o risco de aumentar os custos sem resolver os problemas da operação”, avalia Fabíola.

Acácio Sacerdote reforça que o monitoramento constante de métricas como o custo por turno e o faturamento por horário será determinante para preservar a rentabilidade dos estabelecimentos: “O empresário precisa conhecer os números do próprio negócio para tomar decisões com segurança. A gestão de pessoas e a gestão financeira caminham juntas, já que uma escala mal planejada pode comprometer tanto o atendimento quanto a rentabilidade do restaurante”, acrescenta.

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