Escala 6×1: Paulo Azi afirma que jornada atual penaliza trabalhadores
Deputado baiano foi relator do projeto aprovado hoje na CCJ da Câmara

Após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da proposta que visa o fim da escala 6×1, o deputado federal Paulo Azi (União Brasil) destacou o impacto social da medida.
Segundo o parlamentar, relator da matéria, o modelo atual sobrecarrega justamente aqueles que possuem menor remuneração.
“Hoje, no Brasil, quem mais trabalha efetivamente é quem ganha menos”, afirmou Azi durante a sessão desta quarta-feira (22).
Impacto sobre mulheres e jovens
O deputado ressaltou que a jornada de trabalho atual recai com mais intensidade sobre grupos específicos que precisam de tempo para outras atividades essenciais:
- Mulheres: Que frequentemente lidam com a dupla jornada dos afazeres domésticos.
- Jovens: Que necessitam de tempo para concluir estudos e investir em capacitação profissional.
“Eles são, sem dúvida alguma, aqueles que hoje são mais penalizados pela jornada e pela escala”, disse o relator.
Acordos coletivos são insuficientes
Durante o debate na CCJ, Paulo Azi rebateu a tese de que a redução da jornada deveria ser decidida apenas via negociação coletiva.
Para o deputado, a prática mostra que os trabalhadores mais desprotegidos acabam ficando de fora desses benefícios.
“A experiência demonstra que os acordos coletivos têm sido insuficientes para abraçar aqueles que ganham menos”, explicou.
Próximos passos da PEC 6×1
Com o aval da CCJ, que reconheceu a constitucionalidade da proposta, o projeto segue para os seguintes estágios:
- Comissão Especial: Onde o mérito da mudança e os detalhes da nova jornada serão debatidos.
- Análise de Impacto Econômico: Nesta fase, as divergências sobre os custos da alteração constitucional serão enfrentadas.
- Votação no Plenário: Etapa final para a aprovação da PEC.



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