Facção usava fast-food e fardas militares para esconder drogas em esquema sofisticado

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um esquema ousado de tráfico de drogas que utilizava embalagens de fast-food e até fardas militares para esconder entorpecentes e despistar a fiscalização.
A ação, batizada de Operação Eiron, foi deflagrada nesta quarta-feira (6) e mobilizou cerca de 200 policiais. Ao todo, foram cumpridos 39 mandados judiciais, sendo 14 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em áreas como Samambaia e regiões próximas.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava de forma estruturada, combinando vendas presenciais e online. Os suspeitos divulgavam “cardápios” de drogas nas redes sociais e realizavam entregas no modelo delivery, simulando atividades comerciais comuns para não levantar suspeitas.
Para camuflar o transporte dos entorpecentes, os criminosos escondiam as substâncias em embalagens de redes de fast-food, além de utilizar fardas militares como forma de disfarce. Entre as drogas comercializadas estavam cocaína, crack, haxixe, maconha em diferentes variações e lança-perfume.
A organização também mantinha uma rede de comércios de fachada, como padarias, distribuidoras de bebidas e quiosques, usados para armazenar e fracionar drogas. Em um dos casos, a mesma balança utilizada para pesar pães era usada no preparo dos entorpecentes.
Além do tráfico, o grupo investia em ações sociais para conquistar apoio da comunidade, promovendo festas e distribuindo alimentos em datas comemorativas. A estratégia tinha como objetivo reduzir denúncias e fortalecer o domínio territorial.
As investigações também apontaram episódios de violência ligados à facção, incluindo agressões e mortes sob apuração. Os envolvidos poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão.



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