Expedição pedagógica pelo Rio Joanes mobiliza estudantes de Lauro de Freitas em ação de educação ambiental

Principal objetivo da aula de campo é consolidar o sentimento de pertencimento e responsabilidade socioambiental

Bahia
Expedição pedagógica pelo Rio Joanes mobiliza estudantes de Lauro de Freitas em ação de educação ambiental
Foto: Guilherme Góes

Uma expedição náutica pelas águas do Rio Joanes transformou a rotina dos estudantes da Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães na manhã desta segunda-feira (8). Promovida pela Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), a atividade proporcionou aos alunos uma imersão prática nos ecossistemas locais, com foco na preservação dos recursos hídricos e na importância dos manguezais para a Região Metropolitana de Salvador.

A iniciativa pedagógica contou com o suporte técnico da Battre e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), integrando o cronograma de ações de sustentabilidade da rede municipal de ensino.

O roteiro pelo rio permitiu a conexão direta entre os conteúdos teóricos de ecologia trabalhados em sala de aula e a realidade geográfica do território onde os jovens residem. Ao longo do percurso, os participantes monitoraram as condições ambientais da bacia, mapearam a fauna e a flora nativas e debateram o impacto da ação humana na Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga.

De acordo com a coordenação pedagógica, o principal objetivo da aula de campo é consolidar o sentimento de pertencimento e responsabilidade socioambiental, transformando os adolescentes em agentes multiplicadores de práticas de conservação em suas respectivas comunidades.

“Esta atividade representa a culminância de um trabalho que vem sendo desenvolvido em sala de aula e nas ações de campo realizadas ao longo dos últimos meses. Nossos alunos estão tendo oportunidades únicas de imersão no ecossistema do manguezal, ampliando o conhecimento sobre a importância da preservação ambiental. A expectativa é que eles saiam daqui como multiplicadores das boas práticas de conservação e da consciência ambiental”, avaliou o professor Cláudio Nogueira.

Apesar do entusiasmo com a observação de espécies endêmicas de pássaros, siris e caranguejos, os estudantes manifestaram preocupação com os gargalos ecológicos identificados, como o descarte irregular de garrafas plásticas e resíduos sólidos nas margens do manguezal.

Representantes do Inema que acompanharam a expedição pontuaram que o contato visual com os focos de poluição choca, mas é fundamental para diagnosticar a necessidade de engajamento civil na proteção dos mananciais. Com a ação, a Semed reforça sua diretriz de currículo integrado, que utiliza os patrimônios naturais do município como laboratórios vivos para a formação de cidadãos conscientes e sintonizados com as metas globais de desenvolvimento sustentável.

“Quando os alunos conhecem de perto a dinâmica do Rio Joanes e dos manguezais, desenvolvem um sentimento de pertencimento e passam a compreender seu papel na preservação desses ecossistemas. É um conhecimento que ultrapassa os limites da sala de aula e se transforma em consciência ambiental para toda a vida”, completou o gestor da APA Joanes-Ipitanga, Geneci Souza.

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