“Esta Copa, para mim, é uma Copa social”: Salvador debate legado da Copa Feminina 2027

Encontro debateu inclusão, fortalecimento do futebol feminino e ações para ampliar a participação de mulheres no esporte.

Esporte
“Esta Copa, para mim, é uma Copa social”: Salvador debate legado da Copa Feminina 2027
Fotos: Valter Pontes / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador reuniu, na terça-feira (4), representantes de clubes, da Federação Bahiana de Futebol (FBF), da Arena Fonte Nova e profissionais do esporte para discutir o legado social da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™ na capital baiana.

Coordenadora do Grupo de Trabalho da Copa, a vice-prefeita Ana Paula Matos defendeu que o Mundial deixe resultados para além dos jogos, com ações voltadas à inclusão e ao fortalecimento da presença feminina no futebol.

“A gente não consegue mudar tudo de uma vez, mas consegue conquistar passo a passo. Esta Copa, para mim, é uma Copa social, uma Copa de gênero, onde envolvemos a comunidade e as mulheres”, afirmou.

Ana Paula também destacou a expectativa de que a competição gere impactos duradouros na cidade. “Quero que o baiano e a baiana olhem para trás e pensem: ‘A Copa deixou um legado’. O olhar do mundo estará voltado para Salvador, e queremos que isso faça reverberar a paixão do nosso povo pelo futebol feminino”, disse.

Futebol feminino e novas gerações

O fortalecimento das categorias de base foi apontado como uma das estratégias para consolidar esse legado. A diretora de Competições da FBF, Taíse Galvão, defendeu uma competição com impactos que permaneçam após o Mundial.

“O pensamento é fazer uma Copa diferente, com inclusão, pensando não apenas no que vai acontecer dentro de campo, mas em tudo o que ficará para a cidade após a competição”, reforçou.

Segundo ela, esse legado passa necessariamente pela formação de novas atletas: “É a partir da iniciação, das categorias de base, que conseguimos construir esse legado. Este momento da Copa nos permite olhar de forma diferente para o futebol feminino e pensar em tudo o que podemos deixar para o futuro”.

Representante do Vitória, Maniele Gleize afirmou que o Mundial pode estimular meninas a ingressarem no esporte.

“É um grande evento, que traz pessoas do mundo inteiro para conhecer Salvador. Muitas meninas vão enxergar que esse sonho é possível, porque irão mostrar atletas com histórias parecidas com as delas. Sem dúvida, isso vai aumentar o número de praticantes do futebol feminino”, afirmou.

Pelo Bahia, a gerente de futebol feminino, Carol Melo, destacou a importância de incentivar a participação feminina desde a infância.

“Temos que dar os primeiros passos hoje para colher lá na frente. O menino sempre pode sonhar em ser o que quiser, enquanto a menina ainda encontra limites impostos pela sociedade. Precisamos incentivar desde pequenas, para que tenhamos mais atletas, torcedoras, gestoras e mulheres ocupando diversas funções dentro do futebol. Assim, isso passa a ser algo natural”, afirmou.

O encontro também debateu políticas públicas, valorização das mulheres no esporte e formas de ampliar o envolvimento da sociedade na construção do legado da Copa do Mundo Feminina em Salvador.

Comentários:

Ao enviar esse comentário você concorda com nossa Política de Privacidade.

Logo Sou da Bahia
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.