Esquema usava brecha em atendimento odontológico para abastecer facção com drogas em presídio

Polícia
Esquema usava brecha em atendimento odontológico para abastecer facção com drogas em presídio

Uma organização criminosa é investigada por utilizar uma brecha no sistema de atendimento de saúde de um presídio baiano para introduzir drogas na unidade prisional e abastecer detentos ligados a uma facção.

O esquema foi alvo da Operação Bodyscan, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apura a atuação de um grupo responsável pela entrada, armazenamento e distribuição de entorpecentes dentro do Presídio de Brumado.

Segundo as investigações, os suspeitos se aproveitavam do acesso de profissionais ligados ao serviço de saúde bucal da unidade para facilitar a entrada de materiais ilícitos. O grupo contava com integrantes dentro e fora do presídio, que atuavam de forma coordenada para driblar os mecanismos de fiscalização e garantir que as drogas chegassem aos internos previamente identificados.

Um dos pontos centrais da investigação envolve uma suspeita que teria utilizado uma condição especial de saúde como justificativa para não passar pelo equipamento de escaneamento corporal, conhecido como bodyscan. A estratégia permitia o ingresso no presídio sem a revista eletrônica, facilitando a entrada dos entorpecentes.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas proximidades da unidade prisional. O material recolhido será analisado para identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação da facção dentro do sistema prisional.

As autoridades acreditam que o esquema funcionava de maneira estruturada e tinha como objetivo fortalecer a distribuição de drogas no interior do presídio, beneficiando integrantes da organização criminosa que cumprem pena na unidade.

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