Em Serrinha, Jerônimo comanda PGP no Sisal e destaca transformação social com R$ 2,1 bilhões em investimentos
Evento reuniu prefeitos, deputados, vereadores e movimentos populares de 20 municípios

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) liderou, neste domingo (17), em Serrinha, a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026). O evento reuniu prefeitos, deputados, vereadores e movimentos populares dos 20 municípios do Território do Sisal para consolidar o plano estratégico de diretrizes públicas para o próximo ciclo de gestão. O ato político e administrativo contou com a presença dos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, do vice-governador Geraldo Júnior e da primeira-dama Tatiana Velloso.
A plenária ocorreu em paralelo ao andamento das obras do Hospital e Maternidade Regional do Sisal. Fruto de uma parceria com o Governo Federal via Novo PAC, a unidade recebe um aporte de R$ 175,3 milhões e contará com 255 leitos — incluindo 45 vagas de UTI adulto e neonatal —, Banco de Leite Humano e pronto-atendimento especializado, com capacidade estimada para realizar mais de 11 mil internações anuais.
Em seu discurso, Jerônimo relembrou as lutas históricas travadas ao lado das comunidades rurais da região e traçou um paralelo entre o passado de escassez e o cenário atual de expansão de direitos.
“Esse território, durante muito tempo, aparecia nos jornais com os piores indicadores sociais. A demanda era por um prato de comida, por água tratada. Hoje, nós estamos discutindo sonho, universidade, profissão, dignidade e futuro para a juventude. Um prato de comida na mesa é revolucionário. Uma casa decente é revolucionária. Uma cadeira numa universidade é revolucionária. As nossas pautas não são atrasadas, são pautas para melhorar a vida do povo”, asseverou o governador, emendando que o PGP reflete um projeto coletivo de combate às desigualdades.
Os movimentos sociais e a produção rural ganharam centralidade nos debates sobre o futuro econômico do semiárido. A coordenadora do Fórum Baiano da Agricultura Familiar, Célia Firmo, rememorou a transição econômica do território, outrora estigmatizado pelo isolamento.
“Esse território, que antes era tratado como vazio econômico, hoje mostra sua força através da agricultura familiar. Foi a política pública que ajudou a transformar essa realidade”, apontou Célia, que aproveitou a oportunidade para cobrar o fortalecimento da assistência técnica rural e a criação de redes de apoio voltadas para mães atípicas nas periferias e zonas rurais.
Ecoando a fala sobre o impacto das entregas estaduais, a prefeita de Lamarão e presidente do Consórcio do Sisal (Consisal), Pró Ninha, enalteceu a qualidade dos novos complexos educacionais e o legado que a rede de saúde deixará para a população sertaneja.
“A gente tem acesso a transporte escolar. A gente tem acesso a escolas modelos, que nem escolas privadas têm as nossas estruturas. E um dos maiores legados que vamos deixar para o Sisal é o Hospital Regional. Hoje temos escolas modernas, transporte escolar, policlínica e políticas públicas chegando aos municípios”, enumerou a gestora municipal.
Um dos momentos marcantes da plenária foi o depoimento do jovem vaqueiro e aboiador Vitor Cerqueira. Representando a quebra de um ciclo de falta de oportunidades que afetou seus antepassados, ele narrou como o acesso ao ensino técnico transformou suas perspectivas de vida.
“Meu pai não teve água, energia nem transporte escolar. Eu tive acesso à educação e oportunidades sem precisar deixar minha terra”, testemunhou o jovem, simbolizando a interiorização do desenvolvimento defendida pela gestão.



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