Desocupação cai para 5,3% no Brasil entre junho e agosto, aponta IBGE
O índice recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre de março a maio, quando estava em 5,6%

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29). O índice recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre de março a maio, quando estava em 5,6%, e também apresentou queda de 0,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025.
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 4,6%, ou 281 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve queda de 4,9%, com 300 mil pessoas a menos procurando trabalho.
Número de ocupados bate recorde
A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior número da série histórica. O contingente cresceu 0,8% no trimestre, com 774 mil pessoas a mais trabalhando, e 1% na comparação anual, com acréscimo de 1,1 milhão de ocupados.
O nível de ocupação ficou em 58,9%, alta de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e estabilidade na comparação anual.
A força de trabalho, que reúne pessoas ocupadas e desocupadas, também atingiu o maior patamar da série, com 109,3 milhões de pessoas. O número representa crescimento de 0,5% no trimestre e de 0,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Construção e indústria registram alta
Entre os grupamentos de atividade, a população ocupada cresceu na indústria geral, com alta de 2%, equivalente a 265 mil pessoas, e na construção, que registrou aumento de 4,1%, ou 306 mil trabalhadores, na comparação com o trimestre anterior.
Em relação ao mesmo período de 2025, o destaque foi o setor de transporte, armazenagem e correio, que teve crescimento de 6,1%, com 358 mil pessoas a mais ocupadas.
Rendimento do trabalhador
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal ficou estável na comparação trimestral, com exceção dos serviços domésticos, que registraram alta de 2,3%, equivalente a R$ 33.
Na comparação anual, houve crescimento do rendimento nos setores da indústria, comércio e serviços domésticos. Entre os trabalhadores com carteira assinada, o rendimento aumentou 2,4%, enquanto os trabalhadores domésticos tiveram alta de 4,6% e os que trabalham por conta própria, de 5,3%.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777, com estabilidade no trimestre e crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Informalidade e subutilização
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O percentual estava em 37,3% no trimestre anterior e em 38% no mesmo período de 2025.
A taxa composta de subutilização foi de 13,1%, com estabilidade na comparação trimestral e queda de 1 ponto percentual em relação ao ano anterior. A população subutilizada foi estimada em 15 milhões de pessoas.
Já a população desalentada ficou em 2,4 milhões de pessoas, estável no trimestre e com redução de 11,9% na comparação anual.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série histórica. O resultado representa alta de 1,4% no trimestre e de 4,8% em um ano.



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